O conceito do Ser na Evolução Humana

O presente Trabalho se trata de contribuição para a Tese Doutorado –USP - SP, conforme e-mail no final.

O homem começou a codificar o seu conhecimento há aproximadamente vinte mil anos. Desde as inscrições rupestres, das grafias cuneiformes, hieróglifos, sânscritos, e posteriormente com escrita, como são conhecida atualmente, que data aproximadamente seis mil anos.

Evidente que dois quesitos são necessários verificar na evolução do crescimento humano, sem abandonar os demais, mas aqui cumpre observar a importância da descoberta do fogo, e ato de cozinhar no fogo os alimentos para o sustento e a perpetuação da espécie.

Não há como negar que o homem nasceu de uma única matéria, pois a evolução dos animais mamíferos é plausível a tese de sua origem pode ser – Mono, que origem de uma só essência e igual substancia, pois nesta concepção Helena P. blavastky, na sua obra A Síntese da Sociedade Secreta, às págs. 173, da Editora Pensamento-Cultrix Ltda, onde dá a seguinte elucidação ,assim:

O antecessor do presente antropóide, o mono, é produto direto dos “amentes” que profanaram a sua dignidade humana, pondo-se, fisicamente, ao nível do animal.

Todos são partes de um organismo estupendo, cujo corpo é natureza, e o Parabrahman é a alma.

Qualquer embriólogo moderno sabe que, até certo, o embrião é um fac-símile de um batráquio jovem, em seu primeiro estado de ova; com quatro semanas o óvulo toma a aparência de uma planta com invólucros muito delicados, como a cebola. Depois se converte num feto animal, em seguida no de um réptil anfíbio e, por fim, num feto humano.

Merece, igualmente, relatar na evolução humana o dilúvio, as arcas, e outros símbolos, a fim de oferecer melhor compreensão do ser chamado homem, dentro da visão das sociedades secretas, em relação à forma e cultura herdada para cada momento da nossa evolução histórica e filosófica, com notas fundamentais acontecidas na terra e no universo, pois nesta mesma visão a autora referida acima, págs. 166/167, obra citada, descreve assim:

O Grande Dilúvio tem vários significados e refere-se a acontecimentos espirituais, físicos, cósmicos e terrestres. O barco, Arca, Navio sendo o princípio gerador feminino, está representado no Céu pela Lua e na Terra pela Matriz, sendo ambas as Arcas portadoras dos germes da vida e do Ser, que o Sol, o principio masculino, vivifica e fecunda. O princípio Divino cósmico se refere à criação primordial da formação do Céu e da Terra.

O Dilúvio Terrestre e sua história também tem sua dupla aplicação.

Primeiro se refere ao mistério de quando a humanidade foi salva de uma destruição completa, por se ter convertido, a mulher, no receptáculo da semente humana no final da Terceira Raça, por outro lado, a verdadeira história da submersão de Atlântida. Em ambos os casos Hoste ou Manu que salvou a semente é chamado Manu Vaivasta.

O primeiro Dilúvio ocorreu quando o que hoje o Pólo Norte foi separados dos continentes posteriores. Este é o prólogo do drama das cinco humanidades

O Dilúvio é uma tradição universal. Os períodos glaciais foram numerosos, calcula-se que o primeiro teve lugar a 850.000 anos e o último a 100.000 anos. Tem havido uma série de pequenos Dilúvios, como o Ásia Central, ocorrido a 10.000 antes de Cristo, e que nada tem a ver com o Dilúvio de Noé.

\Os dois Planos, físico e o astral, apensar da evolução paralela, não tinham ainda contato direto entre si. Em virtude de sua organização, o homem está relacionado com o plano do qual deriva o seu veículo base.

Como o homem vivia no plano etéreo, pôde permanecer insensível às condições atmosféricas que rodeavam então o planeta.

O Ser – Ente aquilo que é, segundo o pensamento de Parmênides, pois para tornar o pensamento claro nada melhor que buscar em William Shakespeare, na sua obra Hamlet,, pág. 67, , Editora LPM, 2007, o argumento necessário para validar o juízo do ser, quando, assim se expressa:

Hamlet: Ser ou não ser – Eis a questão. Será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz ou pegar em armas contra o mar da angustia – E, combatendo-o, dar-lhe fim?

O homem como ser dentro do seu cérebro está em constante sintonia entre o ser e seu objeto, pois o estar com o objeto precisa encontrar-se coerente e congruente com o ser. Não existe possibilidade de corpo e alma, ou o espírito desfazer aquilo as reações produzidas pelos hormônios, genes, cromossomos, e a matéria em si mesma sobre a ação do homem, concluindo-se neste caso ser o nome o próprio endereço do ser humano, quer como gênero, ou mesmo como espécie, daí se deduz que:

1. Tudo o que existe ou supomos existir, tanto na natureza como nos mitos, tanto para os sentidos como para a razão, ou a imaginação (seres vivos; seres inanimados; seres imaginários); ENTE.

2 Indivíduo humano, pessoa: Não tinha consciência de que era um ser extraordinário, por isso foi outorgado o nome.

3 O mais íntimo e essencial do humano: A perda atingiu-lhe o âmago do ser, neste caso quando se perde a sua identidade, ou não é reconhecida a sua identidade como ser feminino ou masculino, inteligível e racional, capaz de discernir as diferenças na sua espécie, ou mesmo como ser social, dentro do seu meio, ou como observa no biossistema.

4. O que julgamos cotidianamente real: Sucumbiu entre o ser e o parecer. Não se deve dizer que homem se paece mulher, a mulher se parece homem, pois o ser não se parece com outro ser diferente, no caso homem ser igual a pedra, ou então, parecer com Sauro (famorso bandido de Elida, que atacava os viandantes, foi morto por Heracles. Seu nome quer dizer Lagarto). O homem é o que é em essência e substância, pois se alterar a essência (hormônio, gene, enzimas, e outros aminoácidos poderá altera sua forma, e com efeito criar uma disfunção no campo do ser, podendo com carência ou excesso alterar o comportamento ou mesmo sua razão para continuar a existir.

5 . Na ontologia clássica, tudo o que existe ou pode vir a existir, daí se verificar o valor da construção pelos atos da história do homem em relação ao nome, onde nasce a razão do seu sou, eu penso, eu existo.

6. Para o cartesianismo, o que é real e verdadeiro na percepção ou na inteligência, provindo sempre de uma entidade perfeita e infinita, sendo que esta entidade perfeita está no ser, ou na inteligência, pois o ato de existir se relaciona com o ser, mesmo o ato de pensar, pois o pensamento feminino e masculino pode diferenciar no efeito, mas a causa sempre deve ser o próprio ser, como ente, tanto no corpo, como na alma

7. Na dialética hegeliana, é a relação entre um momento do devir e sua totalidade. O devir e a sua totalidade, quer dizer não existir homem ou mulher ser ser, pois o fato de um ou outro não modifica a totaldade dos predicados, nem dos atributos de cada um, pois o ser está relacionado com o todo, não existe um pela metade, daí a necessidade de ser preservada a identidade de cada um, como o cérebro processa essa leitura, quais as necessidades afloradas dentro do cérebro, estimuladora da cadeia afetiva, ou da interação com o mundo, pois o ser é sempre o que é, e jamais o pode ser, não como altera o ser como gênero ou espécie.

8. Para o existencialismo de Heidegger, é tudo o que se manifesta como"sendo"no plano particular e transitório, com suas diferenças e possibilidades. O existencialismo trata o ser como manifestação no plano particular, pois é evidente que traços estéticos, modo de agir, alteração anatômica e fisiológica, mesmo alteração no campo do psique pode demonstrar a forma de pensar e existir do ser, sem que modifique o ser. O ser não é reflexo da matéria, pos o ser é a matéria e mais a genética, e por último a alma, onde tem como base o cérebro, que pensa, tem consciência, razão, e capacidade da fazer a eleição pelo julgamento. O nome do ser é o que é.

Neste raciocínio entre o ser e seu objeto Platão, na República, pág. 134, Editora Martin Claret, 2005, refere-se sobre a questão assim:

- Confessa pois – disse eu -, se agora já percebeste, que era isso que eu então queria dizer, que todas as coisas que têm determinadas qualidades relativamente a um objeto, só por si, apenas consigo se relacionam, se em relação a objetos determinados, tornam-se coisas determinadas. E não digo que o que se relaciona com certo objeto seja semelhante a esse objeto, como, por exemplo, que a ciência da saúde e da doença seja saudável ou doentia, e a ciência do mal e do bem, , má ou boa, . Um vez que a ciência já não é ciência em si, mas de um objeto determinado - o que era a saúde e a doença - resultou uma ciência determinada, e isso fez com que já não se chamasse simplesmente ciência, e sim ciência médica, segundo a espécie particular em que se tornou.

Infere-se da premissa apresentada que o ser se afina com o seu objeto, no contexto da sua espécie particular, por exemplo o ser como gênero é universal, genérico, e o ser como espécie, cuida-se de particular, como se observa o objeto do ser pode ser categorias ou caracteres genéticos, pelos cromossomos, mesmo hormonais, que através da comunicação eletromagnética dos neurônios com o intelecto pode ser as determinantes da eleição, ou a escolha do ser, podendo nominar a sua identidade como eu sou, como serei, e como deverei ser. Quer dizer com isso que pelo objeto que o ser se relaciona intelecto, interage com o meio no sentido de pensar e de existir, ou para ser mais preciso a concepção do Oráculo de Delfos – Conhecer a si mesmo. Neste caso para se encontrar a premissa e axioma daquilo que pode ser o homem ou a mulher, sendo seu nome, apenas e tão –só: - Eu sou. Pois eu sou aquilo sou, se meu pensar diz que sou homem, serei por certo um macho, mas se meu intelecto diz que não sou macho, então, serei uma fêmea , ainda, que a alma e o espírito não possuam sexo e nem aparelho genital, mas a inteligência sente e codifica aquilo que sou mediante os sinais emitidos internamente e externamente. Não existe contradição, paradoxo, litígio, ou discussão entre o ser e seu objeto, pois sempre ambos se predicam consigo mesmo. Logo não há possibilidade de dizer que o Ente (ser) possua identidade nominal fora da inteligência, envolvendo as manifestações de hábitos comportamentais conscientes e inconscientes, sendo cada ato ou acidente fazem parte da expressão matéria e entendimento, conceituando-se nessa proposição como matéria, o corpo.

O ser segundo Pascal, na obra - Do Espírito Geométrico, págs. 20/21, Editora Escala, Coleção Grandes obras do Pensamento Universal, assim se manifesta:

Não se pode querer definir o ser sem cair nesse absoluto, pois não se pode definir uma palavra sem começar pelo vocábulo é, quer seja expressa, quer seja subentendida. Para definir o ser, portanto, seria necessário dizer é e assim empregar a palavra definida na definida na definição.

Com a relação a idéia do ser na obra citada Pascal assim reitera:

Não porque todos os homens a mesma idéia da essência das coisas que digo que é impossível e inútil defini.

Neste particular com referência a designação do nome o mesmo Pascal conceitua com formidável clareza:

Não é que não seja permitido designar com o nome de tempo o movimento de uma coisa criada, pois, como disse a pouco, nada é mais livre que as definições.

Adverte Pascal referente ao uso das definições de nome:

Será necessário, portanto, evitar os equívocos e não confundir as conseqüências.

O Ser como se vislumbra na definição de Ente pode ter a mesma essência como afirma Santo Tomás de Aquino, na sua Obra o Ente e a Essência, págs. 26/27, Os Pensadores, Editora Nova Cultural, 1990, quando descreve:

2. Uma vez que, conforme acima dissemos, o ente, considerado na primeira acepção , se divide nas dez categorias, necessariamente essência significa algo de comum a todas as naturezas através das quais os diversos entes são englobados nos diversos gêneros e espécies, assim como, por exemplo, a “humanidade” (isto é o fato de ser homem) constitui a essência do homem, e assim por diante.

E, por quanto aquilo através de que uma determinada coisa se constitui em gênero ou espécie é aquilo que se traduz pela definição, a qual assinala o que esta coisa, daqui se conclui que o termo essência foi mudado pelos filósofos para o termo quididade (quididitas). É isto o que o Filosofo, no Livro VII da sua Metafísica, com freqüência denomina aquilo que em o ser, isto é, aquilo mediante o que algo o tem o ser algo.. Denomina-se também como termo de forma, já que por forma se entende a perfeição ou a certeza de cada coisa, conforme afirma Avicena no terceiro da sua Metafísica,. Isto também é conhecido por um outro termo, isto é, natureza, tornando-se natureza na primeira daquelas quatros acepções que Boécio menciona na obra Sobre as duas Naturezas; segundo esta acepção denomina-se natureza tudo quanto de uma forma ou de outra pode ser apreendido pela inteligência. Visto que nenhuma coisa é inteligível, a não ser pela sua definição e essência. Assim é que o Filosofo no Livro V da Metafísica, afirma que toda substância é uma natureza; o termo natureza, porém, tomado nesta acepção aprece significar a natureza da coisa, pois nenhuma coisa é destituída da sua própria operação. Em contrapartida a quididade deriva o seu nome daquilo que se exprime na definição, denominando-se contudo, essência enquanto por ela e nela a coisa tem o ser.

Evidente que o Ser somente se pode conhecer pelo nome, pois cada nome em si mesmo possuía a sua potência, tanto a imanente, como a transcendente não sendo possível deixar de predicar com o sujeito, conforme ensina Santo Tomás de Aquino, obra cidade pág. 27, dando elucidação a presente proposição:

1. Já que o ente se predica absolutamente e primeiramente das substâncias e secundárias e analogicamente dos acidentes, disto resulta que a essência reside própria e verdadeiramente nas substâncias, ao passo que nos acidentes se encentra em secundário e só analogicamente ou em sentido menos próprio.

E prossegue:

2. Algumas substâncias são simples, ao passo que outras são compostas, sendo que em ambas existe uma essência.

Observe como a forma e a matéria são conhecidas, como são no homem a alma e corpo, e ensina Santo Tomás de Aquino, na obra já referida, págs. 27/28:

3. Nas substâncias compostas a forma e a matéria são conhecidas como o são, no homem, a alma e o corpo. Todavia, não se pode dizer que apenas uma delas se denomine essência. Com efeito, é evidente que não é somente a matéria que é essência, pelo fato de que uma coisa é cognoscível através da sua essência e se engloba sob a categoria de espécie ou sob a de gênero. Todavia, a matéria não constitui princípio de conhecimento, nem é por ela que uma coisa é determinada em espécie ou em gênero. Isto corre exclusivamente em virtude daquilo em relação a que alguma coisa ou é em ato.

Vide em Aristóteles, na Ética a Nicômaco, fragmento com a tradução do original a seguir:

1098a [A função do homem] - A vida ativa da alma [psyches energeia] é a função [ergon] do homem. Ela implica num princípio racional [logon]. Além disso, o homem bom deve realizar bem suas ações. A atividade da alma deve estar em consonância com a virtude compatível.

1098b - Os primeiros princípios [arche] são estabelecidos por indução [epagoge theorountai], percepção [aisthesei], hábito [ethismo] etc.

1103a - O elemento irracional da alma é persuadido pela razão, pela reprovação e conselhos. As virtudes são intelectuais [dianoetikas] ou morais [ethikas]. As intelectuais são sabedoria [sophia], compreensão [sinesin] e prudência [phronesin]. As morais são generosidade [eleutherioteta] e a temperança [sophrosynen]. Os hábitos dignos de louvor são chamados virtudes.

A premissa do ser é predicar com o sujeito, forma e matéria, gênero e espécie. Não pode existir dicotomia ou incongruência entre o ser como gênero, ou o ser como espécie, já que em essência possuem igual substância e potência. Pretender fazer ciência com argumento de que masculino em essência não é assemelhado ao feminino representar negar a natureza do homem, tanto em alma, quanto em corpo, pois no caso o homem é o que é, tem a natureza na argila (húmus – barro)

Conhecer as propriedades do cérebro humano seria demais ambicioso para homem, mesmo que possuísse os meios disponíveis pela engenharia mecânica, física, fisiologia, anatomia, e por último os avanços no campo da genética, bem a procura milenar dos Pensadores pelo conhecimento dos instrumento que leva o homem a ser denominado de animal racional, e a dedução das causas do preconceito, discriminação, e racismo contra homens e mulheres diferentes na forma (genética, cromossomos, hábitos, gosto, sentimento, conceito, visão da realidade, e funcionalidade do órgãos humanos, especialmente as glândulas, hormônios, que formam o corpo humano, onde reside o ser, sendo a matéria a alma, e do poder criador e realizador do espírito, cujo topos se forma o entendimento, cuja intelecção é detectada pela intuição, percepção, sentido, ato, onde pela predicação da premissa do sujeito com o ato pode ser construída a razão, que é julgada pela consciência, podendo no caso decidir pelo dom ou virtude da sabedoria num tribunal recôndito denominado de consciência (não quer dizer que quem toma consciência de uma situação de fato, como por exemplo uma má formação congênita ou genética dos órgãos genitais, ou que não se aceite como masculino, ou feminino que o intelecto predique pelo nome que não é), vide em Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica, ART. I — SE OS DONS SE DISTINGUEM DAS VIRTUDES, nºs 3 e 4, como se pode ler:

3. Demais. — Sujeitos a que convém a mesma definição são idênticos. Ora, a definição da virtude convém aos dons; pois, o dom é uma boa qualidade da mente, pela qual vivemos retamente, etc (cf. q. 55, a. 4). Semelhantemente, a definição do dom convém às virtudes infusas; pois, o dom é uma doação irretribuível, segundo o Filósofo3. Logo, as virtudes não se distinguem dos dons.

4. Demais. — Alguns dos chamados dons são virtudes. Pois, como já se disse (q. 57, a. 2), a sabedoria, o intelecto e a ciência são virtudes intelectuais; o conselho pertence à prudência; a piedade é uma espécie de justiça; e por fim, a coragem é uma virtude moral. Logo, as virtudes não se distinguem dos dons.

Mas, em contrário, Gregório distingue os sete dons, designados, diz, pelos sete filhos de Jó, das três virtudes teologais, representadas pelas três filhas do mesmo4. E noutro lugar, distingue os mesmos sete dons, das quatro virtudes cardeais., representadas, diz, pelos quatro ângulos da casa5.

Exigir uma resposta do entendimento humano segundo o dogma pessoal de cada grupo humano, segundo o juízo de valor de cada ser não parece razoável, e crível de veracidade, pois o ser humano não estabelece relação com ato contrário a sua natureza e nem a sua constituição orgânica, quer seja estabelecido pelos fenótipos, e hábitos criados pela convenção social, cuja evolução determina o movimento, e convenção estabelecida pela sociedade, vide Aristóteles, Ética a Nicômaco, pág. 32, Editora Martin Claret, 2008, como se pode observar:

(10) Mas então ninguém deve ser considerado feliz enquanto estiver vivo, e será preciso “ver o fim”, como disse Sólon. Ainda que devamos escolher esta doutrina, dar-se-á o caso de que um homem verdadeiramente seja feliz depois de morto? Mas não seria complementam ente absurda essa idéia, sobretudo para nós que definimos.

As citações da obra de Aristóteles abaixo, também se encontram na obra referida acima, podendo não aparecer os étimos em Grego, com a sua respectiva tradução, com se faz agora no respectivos fragmentos referentes ao hábito e as convenções estabelecidas pelo homem para conviver em sociedade:

Capítulo 1 [Hábito e natureza] - A virtude intelectual desenvolve-se a partir do ensino [didaskalias]. A virtude moral resulta do hábito [ethous] e não por natureza. As coisas naturais não podem adquirir um hábito contrário a sua natureza. As virtudes são adquiridas pelo exercício [energesantes proteron].

1103b - A boa legislação [nomothetai] torna bons os cidadãos por meio dos hábitos. Do contrário, toda virtude pode ser destruída por uma má constituição. As virtudes e os hábitos tornam os homens justos ou não.

Capítulo 2 - A investigação ética não visa o conhecimento da virtude, mas a natureza dos atos na prática.

1104a - Na Ética a Nicômaco, esse assunto é tratado em linhas gerais e não de forma precisa. Nos casos particulares, cada um deve considerar o que é mais apropriado. A virtude pode ser destruída pelo excesso [hyperboles] e pela falta [phtheireta].

No universo tudo está o existe está em constante movimento, inclusive o homem, sendo fruto das convenções, que posteriormente de costume se transformam em hábito.

No caminho do movimento e da dialeticidade da mente humana, no entanto, quem abriu esse precedente foi Abelardo - Teólogo e filósofo defendeu o exame crítico das Escrituras à luz da razão por acreditar na capacidade da mente humana de alcançar o verdadeiro conhecimento natural. Estudou em Paris e foi professor da catedral de Paris (Notre Dame), a clareza do seu espírito atraiu uma multidão de discípulos. É conhecido, popularmente por sua ligação amorosa com Heloísa, sobrinha do cônego Fulbert, tornando-se famosa a correspondência que trocaram, pois refletem o temperamento a um só tempo espiritual de Abelardo. Seu livro mais famoso, Sic et non (Sim e não) foi escrito em 1121-1122. Nele apresenta argumentos contra e a favor de quase todas as grandes teses filosóficas da época, método que santo Tomás de Aquino retomaria na Suma teológica. Abelardo chama esse jogo lógico de "dialética" e o acha importante para aguçar o espírito. Sua filosofia é em grande parte uma análise da linguagem, que se torna notável ao estudar o problema dos "universais".

No caso presente Immanuel Kant, na sua obra - Critica da Razão Pura, pág. 90, Editora Martin Claret, 2003, elucida assim:

Devido as condições de nossa natureza a intuição só pode ser sensível, quer dizer, apenas contem a maneira pela qual somos atingidos pelo objeto, ao passo que o entendimento é a capacidade pensar o objeto da intuição sensível.

Pensamentos sem conteúdos são vazios, intuições sem conceitos são cegas.

Nada pode intuir o entendimento. Os sentidos não podem pensar. Só pela união de ambos se obtém o conhecimento.

Daí que distinguimos as ciências das regras da sensibilidade em geral, que a estética, da ciência das regras do entendimento que a lógica.

A lógica do uso particular do entendimento contém as regras para pensar com retidão a respeito de determinada espécie de objetos.

Continua Kant à pág. 101, da Critica da Razão Pura, ao se referir sobre o entendimento:

Daí que o entendimento não é uma faculdade da intuição. Fora da intuição não há outro modo de conhecer senão por conceito. Dessa maneira o conhecimento de todo o entendimento, pelo menos do entendimento humano, é um conhecimento por conceitos, que não é intuitivo, mas discursivo. Todas as intuições, enquanto sensíveis, assentam em afecções e os conceitos, por sua vez, em funções.

Dessa forma o juízo é o conhecimento mediato de um objeto, isto é, a representação de uma representação desse objeto.

Contudo, podemos reduzir a juízo todas as ações do entendimento, de tal modo que o entendimento em geral pode ser representado como uma faculdade de julgar. Porque, de acordo com o que foi dito, é uma capacidade de pensar. Eis que pensar é conhecer por conceitos. Porém, os conceitos referem-se, enquanto predicados de juízos possíveis, a qualquer representação de um objeto, ainda que indeterminado.

Sobre o vinculo nos juízos Kant, á pág. 104, da mencionada obra, concluindo assim:

a) do predicado com o sujeito; b) do principio com sua conseqüência; c) do conhecimento dividido e todos os membros da divisão entre si.

Depreende-se que para ser estabelecida uma relação de conceito, ou de qualquer outro juízo referente ao nome do sujeito necessita-se encontrar o sentido, significado, etimologia, tradição, história passada do nome ou do seu usuário, pois não se pode designar um homem como uma pedra, ou uma laranja, pois o nome precisa demonstrar a potência da substância, ou ir mais longe da essência do ser, o homem se denomina pelo nome, não importando o fenótipo, o arquétipo estabelecido pelas convenções da sociedade para discernir o gênero e a espécie dos seres do reino animal e vegetal, tanto a espécie dos primatas, como das flores, sendo pela dedução todo mamífero é da mesma espécie, relacionando-se sexualmente pelo acasalamento, com exceção da maioria das plantas, bactérias e vírus, porém existem os seres que se transformam pela metamorfose, outros hermafroditas, como é o caso do pé da oliveira, sem contar os seres assexuados como os anjos (enviado, energia, força), que não possuem sexo, podendo ser femininos ou masculinos, agem pela necessidade, e outras formas de vida existentes no universo, como a energia atômica.

A má formação congênita ou genética que impede o ser de se identificar e se enxergar como homem ou mulher, por meio de limitação ou inexistência do gene, ainda pela supressão de órgãos como o genital, ou ainda pela existência do órgão, sem que o intelecto ao codificar o comando emitido pelo gene, cromossomo não reconhece a espécie ou a categoria, no caso se feminino ou masculino, vendo-se como Narciso sua imagem, como se fosse o outro ou a outra que ele ou ela não pode ser, pelo fato do entendimento onde reside a razão não fazer diferença entre sexo masculino e o feminino, sendo que a inteligência onde reside a deidade só observa e reconhece o gênero humano como se fosse um leitor de CD-R, reconhecendo a informação com o formato codificado nos neurônios, glândulas, genes, cromossomos, que emanam as informações ao intelecto, com o uso da premissa forma o raciocínio, discernimento, e por último, forma e a razão, sem que a razão permaneça vinculada a forma, mas forma e demais órgãos que compõe a espécie, que denominamos de corpo subordinado a razão, as vezes difícil interar-se no código de ética do cotidiano, com estigma do preconceito e discriminação, o que leva Aristóteles, na ética a Nicômaco, fragmentos, tendo dito assim sobre a virtude:

1106a [Virtude e disposição de caráter] - Os homens são louvados ou censurados por suas virtudes ou vícios. As virtudes não são paixões, nem faculdades, mas disposições de caráter, pois as virtudes envolvem escolha.

Capítulo 6 - A virtude do homem é a disposição de caráter que o torna bom e que o faz desempenhar bem sua função. O meio termo [meson] é aquilo que é eqüidistante aos extremos.

1106b [Virtude e o meio termo] - Em relação aos homens, o meio termo é relativo, mas não ao objeto. A virtude é o atributo de visar o meio termo. A virtude diz respeito às paixões e ações, sendo o excesso e a carência [elleipseos] erros, enquanto o meio termo é a forma de acerto. Há muitos modos de errar, mas só um de acertar. O excesso e a falta são características do vício e a mediana [mesotes], da virtude.

1107a [Definição de virtude] - A virtude é uma disposição de caráter que escolhe a mediana determinada pela razão própria ao homem prático. É o meio termo entre dois vícios. A virtude é a mediana em sua essência; mas com relação ao bem supremo é um extremo. Não há virtude ou meio termo nas paixões extremadas, que são más por si. No excesso ou da falta não há meio termo, como não há excesso e falta na mediana.

A realidade que o reconhecimento do gênero somente pode ser possível pela natureza, conforme ensina Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica, QUEST. XLVIII – DA DISTINÇÃO DAS COISAS EM ESPECIAL., RT. I. – SE O MAL É ALGUMA NATUREZA, nºs 1, 2, 3, como se pode observar:

1. – Pois, todo gênero é alguma natureza. Ora, o mal é um gênero e, por isso, diz Aristóteles, que o bem e o mal não estão em um gênero, mas são gêneros de outros seres1. Logo, o mal tem uma certa natureza.

1 Praedicamentis, cap. VIII.

2. Demais. – Toda diferença constitutiva de uma certa espécie é uma natureza. Ora, em moral, o mal é uma diferença constitutiva.

Não existe possibilidade do ser cérebro feminino, e agir como masculino, pois cada qual se comporta segundo a sua natureza, pois a natureza intelectiva for feminina, mesmo que possua voz grave, pelos no rosto, e órgão genital masculino, se não tiver o cérebro masculino, conforme a natureza, podendo o órgão existente no corpo ser desnecessário, sem função objetiva para aquela natureza (as limitações ou deformações não se deve atribuir culpa ao criador, mas sim, ao meio, e ao processo evolutivo do homem, cujo ato falho se pode demonstrar no erro, e não do ser, ou de quem gerou o ser).

Erro grosseiro atribuir a Deus erro congênito ou genético, ou mesmo transtornos mentais, ou mesmo a terceiro, pois a criação segue a sua ordem, e evolui segundo a necessidade de sobrevivência, sendo difícil alterar hábitos sedimentados culturalmente, em pleno século XXI, pois segundo a filosofia de Epicuro, pode ser sintetizada num “remédio quádruplo”:

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Libertar a humanidade do medo dos deuses, já que pela sua natureza, absolutamente feliz, não se interessam nem se ocupam das coisas dos homens;

Os deuses não são ativos, porquanto: A divindade, ou quer suprimir os males e não pode, ou pode e não quer, ou não quer nem pode, ou quer e pode. Se quer e não pode é impotente; e a divindade não o pode ser. Se pode e não quer, é invejosa, e a divindade não o pode ser. Se não quer e não pode, é invejosa e impotente, portanto não é divindade. Se quer e pode (que é a única coisa que lhe é conforme) donde vem a existência dos males e porque não os elimina?

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Libertar os homens do medo da morte. Já que ela em nada consiste. Em bom rigor, quando existimos nós, não existe a morte, e quando ela existe, somos nós que não existimos.

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Indicar ao homem o caminho que leva ao prazer, atenta a sua acessibilidade.

Epicuro afirmou na obra “Sobre o Fim”: Em minha opinião não sei conceber que coisa é o bem se prescindo dos prazeres do gosto, dos prazeres do amor, dos prazeres do ouvido, dos que derivam das belas imagens percebidas pelos olhos e, em geral, todos os prazeres que os homens têm pelos sentidos. Não é verdade que só o gozo da mente é um bem; dado que também a mente se alegra com a esperança dos prazeres sensíveis em cujo desfrute a natureza humana pode livrar-se da dor.

- A brevidade da dor.

Igualmente, outros pensadores o homem deveria viver em paz com a sua natureza, e saber que a matéria produto do pó, certamente é finita, e segundo Plantão, na República, a mulher tem prazo de validade para procriar, e fenecer. Nada se cria, nada se perde, e tudo se transforma, sendo a razão única para sobreviver o prazer, a virtude, e a felicidade, conforme descreve Aristóteles:

1107b - Entre prazeres e dores, o meio termo é temperança [sophrosyne] e o excesso, intemperança [akolasia].

1108a - Há três meios termos diferentes, mas com uma semelhança comum. Todos estão em intercâmbio entre atos e palavras. Um relaciona-se com a verdade [alethes] e os outros dois com o aprazível. Dos aprazíveis, um proporciona divertimento e outro manifesta-se em todas situações. A maioria das disposições não têm nomes, mas devemos inventá-los. Há meio termo nas paixões e em relação a elas.

1108b - Há na justiça [dikaiosynes] dois tipos de disposições, uma delas é o meio termo.

Capítulo 8 - Existem três espécies de disposição: duas são vícios - excesso e carência - e a terceira uma virtude, o meio termo. A disposição extrema é contrária ao meio termo e ao outro extremo. O meio termo é contrário aos extremos. Os estados medianos são excessivos em relação às deficiências e deficientes diante dos excessos. A maior contrariedade [antikeimenon] é a que esta entre os extremos e não entre extremos e meio termo.

1109a - O meio termo pode estar mais próximo de um extremo do que outro. Aquilo pelo qual o homem tende por natureza lhe parece mais contrário ao meio termo. Logo, é fácil ser intemperante do que contidos.

Capítulo 9 - A virtude moral é um meio termo entre dois vícios, o excesso e a deficiência. É a mediana nas paixões e nos atos. Por isso é difícil encontrar o meio termo. Quem visa o meio termo deve se afastar do que lhe é mais contrário.

1109b - Corre menos risco de errar quem se afasta do prazer. Nos casos particulares, a percepção decide até que ponto o homem merece censura. A maneira mais rápida de atingir o meio termo é inclinar-se para o excesso, ora para a deficiência.

Logo o procedimento cirúrgico se justifica, porque a natureza não está adstrita ao órgão genital, ou ao pelo, mas a natureza da inteligência, ou do entendimento. Por isso se verificou ao longo da história recente, e pretérita a existência de homens e mulheres pervertidos, sem a devida coragem de assumirem o seu EU SOU, que em regra são tornam monstros da humanidade como Calígula, Hitler, Stalin, este último torturou psicologicamente sua mulher, que a mesma viu-se obrigada a se suicidar, e outros tantos, que se olham como deuses do Olimpo, como é sabido, que a natureza nunca perdoa. Pois mulheres e homens que maltratam seus opostos, tanto no sadismo, como no masoquismo, as vezes narcisistas e vaidosos, ilimitadamente podem se encontrar com sintomas destas perversões contra a sua natureza, conforme se observa em Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica, nºs 1, 2, do ART. II. – SE HÁ MAL NAS COISAS, da .QUEST. XLVIII – DA DISTINÇÃO DAS COISAS EM ESPECIAL, onde se pode concluir:

1. – Pois, tudo o que há nas coisas ou é algum ente, ou privação de alguma coisa, o que é não-ente. Ora, Dionísio diz que o mal difere do existente e ainda mais do não existente8. Logo, de nenhum modo há mal nas coisas. 2. Demais. – Ente e coisa são termos que se convertem. Por onde, se há mal nas coisas, segue-se que este é uma coisa; o que vai contra o que estabeleceu a objeção anterior.

O Ser, sujeito com a faculdade de realizar atos, cujo ato pode se transformar em hábito, certamente positivo ou negativo, fruto da herança cultural mergulha no pensamento de Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica, na QUEST. XLIX. — DA SUBSTÂNCIA DOS HÁBITOS, ART. I — SE O HÁBITO É UMA QUALIDADE., nº2, 3, e Solução, como descreve:

1. — Pois, como diz Agostinho, a palavra hábito vem do verbo habere1, que significa ter, e que se refere não só à qualidade, mas também aos outros gêneros; assim, quando dizemos: ter quantidade, dinheiro e coisas semelhantes. Logo, o hábito não é uma qualidade.

3. Demais — Todo hábito é uma disposição, no dizer de Aristóteles3. Ora, a disposição é a ordem do que tem partes, como diz Aristóteles4; o que pertence ao predicamento de lugar. Logo, o hábito não é uma qualidade.

Mas, em contrário, o Filósofo diz, que o hábito é uma qualidade dificilmente mutável5

SOLUÇÃO. — O nome hábito é derivado do verbo latino habere, ter, e isto de duplo modo. Ou no sentido em que dizemos tem o homem, ou qualquer outro ser, alguma coisa; ou porque um ser tem, em si mesmo ou em relação a outro, um certo feitio.

Quanto ao primeiro sentido, devemos considerar que o verbo ter, significando uma coisa possuída, é comum a diversos gêneros. Por isso, o Filósofo coloca o ter (habere) entre os postpredicamentos, consecutivos aos diversos gêneros das coisas, como os contrários, a anterioridade, a posterioridade e outros. — Mas entre as coisas que podem ser tidas há a distinção seguinte: certas não admitem nenhum meio termo em relação a quem as tem; assim, não há nenhum meio termo entre o sujeito e a qualidade ou a quantidade. Outras há, porém, entre as quais não há nenhuma mediação, mas só uma relação; tal se dá, quando dizemos que alguém tem um companheiro ou um amigo. Por outro lado, coisas há dentre as de que tratamos, que admitem um certo termo médio que não é, propriamente, ação nem paixão, mas algo de comparável com elas; assim quando uma é o que orna ou cobre e outra, a ornada ou coberta. Donde o dizer o Filósofo, que ter (hábito) exprime uma como ação entre o possuidor e a coisa possuída6, segundo se dá com aquilo que temos. E portanto, neste caso, constitui-se um gênero especial chamado predicamento do hábito ou posse, a propósito do qual diz o Filósofo, que o hábito ou posse é um termo médio entre um vestuário e quem o possui7.

Se porém tomarmos a palavra ter (habere), no sentido de dizermos que uma coisa tem, em si mesma ou relativamente a outra, um certo feitio, como este modo de ter-se a si mesmo se funda nalguma qualidade, então o hábito é uma qualidade. E a este respeito diz o Filósofo: chama-se hábito uma disposição em virtude da qual um ser é bem ou mal disposto, em si ou relativamente a outro; assim, nesta acepção, a saúde é um hábito8. Ora, como é neste sentido que agora tratamos do hábito, devemos dizer que ele é uma qualidade.

A realização humana demanda a relação com outrem, daí o hábito cria a predicação, não quer dizer que possa ser uma qualidade, mas precisa ficar evidente que esta expressão de identidade pode ser caracterizada pelo nome, pela adjetivação, principalmente mediante a predicação, entre o ser que sou, e o ser que quero ou desejo ser ou estar naquele lugar, neste caso aparece o pensar, que para Voltaire, no seu Dicionário Filosófico, pág. 18, Editora Matin Claret, 2006, quando se reporta ao sujeito do movimento humano chamado de alma, capaz de pensar quando descreve:

Os primeiros filósofos, quer caldeus, quer egípcios, disseram: Forçoso é haver em nós algo que produza o pensamento; esse algo deve ser extremamente sutil: sopro, fogo, éter, substrato, um tênue simulacro, uma enteléquia, um número, uma harmonia. Finalmente, segundo o divino Platão, é um composto do mesmo e do outro. São átomos que pensam em nós, disse Epicuro depois de Demócrito. Mas, meu amigo, como pensa o átomo? Confessa que nem o imaginas.

Aceita-se seja a alma um ser imaterial. Mas vós não concebeis o que seja esse ente imaterial.

— Não, – respondem os sábios – porém conhecemos sua natureza: pensar.

O pensar não se trata aqui de pensar na dívida, nem nos problemas do trânsito da cidade, ou as razões de gostar ou de não gostar de queijo ou chocolate, mas cuida-se do pensar como homem em si mesmo, com suas necessidades, e seu processo evolutivo de conhecimento, sendo que esse fenômeno se denomina de emoção, cuja sintonia se reflete na alma, independente da sua condição pessoal, opção, escolha, orientação, para a filosofia e a natureza, tudo leva a único fim – A realização do homem no tempo e no espaço, com o nome próprio refletido na emoção.

A natureza humana e feita de muitas emoções e descobertas, inclusive a descoberta de a imagem e semelhança de Deus pode ser menino ou menina, como também um no outro, ou um com a metade de um e a metade de outro, ainda, um órgão de um e com o cérebro e o pensamento de outro, tudo na natureza humana, e no gênero humano é possível, nada pode ser descartado, sem que com isso o pensamento seja o Verbo de Deus. O gênero humano é fruto do processo de evolução do pensamento, da administração das emoções, aprendendo a domar o vício e as paixões, e a identificar-se pelo seu nome, especialmente ao lado do cão, pois o mito de Remo e Rômulo na Fundação de Roma foram amamentados por uma loba, não parece ser estranho, como também o mito de que Roma foi fundada por Enéias, que era filho de Afrodite, eis o nome da Eneida (ÆNEIS em latim) é um poema épico latino escrito por Virgílio no século I a.C.. Conta a saga de Eneias, um troiano que é salvo dos gregos em Tróia, viaja errante pelo Mediterrâneo até chegar à região que atualmente é a Itália. Seu destino era ser o ancestral de todos os romanos, sendo que Dido sua mulher foi fundar a Cartago, tornando-se posteriormente uma obsessão de Roma à destruição, mas o que se quer demonstrar que nada acontece pro aco na vida humana humana, pois ser filho de Afrodite, não deixa de ser razoável imaginar o amor em Eros.

Assim, as emoções em geral entende-se por qualquer estado, movimento ou condição que provoque no homem a percepção do valor que determinada situação tem para a sua vida, suas necessidades, seus interesses. Na Ética a Nicômaco, Aristóteles diz que emoções é toda afeição da alma, acompanhada pelo prazer ou pela dor - sendo o prazer e a dor a percepção do valor que o fato ou a situação que se refere a afeição tem para a vida. No Esboço de uma teoria das emoções (1930), Sartre vê uma conduta dotada de sentido por meio da qual o indivíduo se esforça por se adaptar ao mundo mudando-o ou negando-o de forma mágica. Na Filosofia clínica, Lúcio Packter afirma que as emoções traduzem as composições subjetivas de dados sensoriais e abstratos que resultam em estados afetivos que tem origem em dados somente sensoriais, ou melhor, em movimento que a pessoa vivencia como um estado afetivo qualquer: prazer, dor, alegria, tristeza, amor, ódio, bem-estar, esperança, desejo, saudade, carinho.

Precisa conhecer as razões da necessidade da liberdade, a fim de ser possa se identificar como eu sou, pois isso só pode ocorrer pelo espírito, que como diz André Conte-Sponville. Dicionário Filosófico, Editora Martins Fontes, 2003 afirma ser:

Espírito - A potência de pensar, na medida que tem acesso ao verdadeiro, universal, ao riso.É por isso que ela é livre(não obedece a ninguém, nem mesmo o cérebro que a pensa), e que liberta,. Essa liberdade em nós, que não é a de um sujeito, mas da razão, é o próprio espírito.

No caso sob exame o espírito faz o ser, porque sem espírito não há como saber da existência do nome da potência que existe na alma ou no objeto criado, ou expresso pela arte do cérebro, exprime a identidade, dando singularmente, a cada ser um nome.

Convém examinar a palavra, aquilo que os Gregos denominavam de Verbo, que o Apóstolo João, inicia seu Evangelho dizendo que no principio Deus era o ver (palavra), e o verbo estava em Deus, e o verbo era Deus. Não dá para desprezar o conhecimento de João, pois neste caso o mesmo deveria possuir largo conhecimento da idéia do verbo, que em última análise quer dizer demonstrava o pensamento de Platão, dominante naquela época, como também o estoicismo, que em Roma se destaca Cícero, a fim de justificar o pensamento de John Locke, na sua Obra Ensaio Acerca do Entendimento Humano, Livro III – Palavras, Cap. II, do Significado das Palavras, págs. 223 , 225 , 290, Os Pensadores, Editor Victor Civita, 1978:

1. Embora o homem tenha uma grande variedade de pensamentos, dos quais tanto outros como ele mesmo devem receber proveito e prazer, ainda que todos estejam no interior de si mesmos, invisíveis e escondidos dos outros, e nem possam se manifestar pro si mesmos.

2. Palavras, em seu significado primário e imediato, nada significa senão as idéias na mente de quem as usa, por mais imperfeita e descuidadamente que estas idéias apreendidas das coisas que elas supostamente representam.

8. Palavras, pelo longo e familiar uso, como foi dito, estimulam nos homens certas idéias tão constante e prontamente que estes são aptos para supor uma conexão natural entre elas.

Ao referir ao uso do nome assim ensina no Livro IV – Do conhecimento e Opinião, Cap. IV, pág 290:

13. Semelhante preconceito não está fundado em nada mais exceto numa falsa suposição; a de que estes dois nomes, “homem” e “besta”, significam espécies diferentes estabelecidas por essências reais e que não pode haver nenhuma outra espécie entre elas.

15. Se não nos acostumássemos a separar nossas contendas e raciocínios das palavras, poderíamos remediar em grande medida esse inconveniente do nosso próprio pensamento. Apesar disso, continuaria a perturbar nossos discursos com outros, enquanto mantivermos a opinião que espécie e suas essências nada mais são que nossas idéias abstratas (tais como são), com nomes anexados a elas, e constituindo seus sinais.

Indaga-se que homem e mulher são gêneros. Gero segundo o próprio Locke trata-se da universalidade, pois o genro por definição é estático e extensivo, pois uma má formação congênita ou genética, não reconhecida pelo intelecto a identidade imposta pela convecção estabelecida pela sociedade, que no caso se denomina moral (costume), não pode o litígio estabelecido pelo homem entre si, como no caso do gosto e do sentimento, vide Hegel, que no caso se verifica na interação social como ranço cultural, podendo ser fruto da ignorância, do fanatismo, do sectarismo criados pelos conceitos trazidos pela tradição religiosa, que todo ser humano deve buscar a perfeição, e que a perfeição importa possuir a beleza estampada de forma clássica, e que não ode ser um ser humano homem que não queira procriar, ou a mulher não possua hormônio e possua seu aparelho genital incapaz de se sentir mulher, que pelo comportamento, mesmo por manifestações vistas a olho nu. Também não se pode confundir como gênero contendas, rixas, homicídio, a exploração do homem pelo homem, nem tão pouco os homens e mulheres pervertidos, que negam a sua identidade sexual, agindo como seres em estado de metamorfose, sendo notadamente exibicionistas, maníacos nos estilo Calígula, fazendo do seu cavalo senador, não deixando de lado de cortejar presas do mesmo sexo, especialmente, crianças e adolescentes.

Quando ficar estabelecido a ausência de identidade ou como homem, ou na condição de mulher é preciso manifestar ao ser solidariedade, possibilitando ao mesmo acesso ao tratamento, com procedimento clínico adequado ao caso concreto, pois um ser honesto e de bem não quer ser o que, efetivamente, não é, e não iludir-se, quiçá enganar o parceiro ou a parceira, sendo o afeto em todas as suas modalidades direito sagrado outorgado pela natureza disponibilizado ao homem ou a mulher.

Estes ser precisa ser chamado pelo nome, não importa qual o nome: Maria, José, Deborah, Sarah, Claricice, Paulo, Pedro, mas o importa que a mesma se reconheça como ser e persona.

Diante disto, homem e a mulher, não importa como se compreendam como ser devem reconhecer e buscar a sua deidade que se encontra no seu intelecto, e para se reconhecer nesta condição precisa do nome, pré-nome, sobrenome, apelido, alcunha, nome de guerra precisa identificar sua essência e a sua substância, necessita está em paz com o Eu sou, a fim de que, podendo ser capaz de deixar a evolução fluir naturalmente, operando no corpo aquilo que sua natureza exigir para ser um homem ou mulher realizados, e felizes, e aprendendo na lição de Moisés na Sarça Ardente , onde Deus diz que eu sou, e sabe quem Moisés é. Logo cada homem deve saber a sua identidade, e não se exilar dentro de si mesmo.

No texto da “Sarça Ardente” podemos refletir alguns trechos que parecem insignificantes, mas que tem um significado profundo para a nossa vida diaconal, de conversão:


“O anjo do Senhor apareceu-lhe numa chama que saía do meio a uma sarça. Moisés olhava: a sarça ardia, mas não se consumia. ‘Vou me aproximar, disse ele consigo, para contemplar esse A sarça era um arbusto que estava pegando extraordinário espetáculo, e saber porque a sarça não se consome.’” (Ex 3,2) fogo, mas pegando fogo não era destruído.


Qual o significado disso na vida de Moisés e na nossa vida Pascal? O queimar e o fogo.

Significou na vida de Moisés o seu sofrimento aos 40 anos de em Madiã e a sua purificação. A sarça arde, mas não se consome. Moisés sofre, mas não é destruído. É purificado. Assim acontece conosco, somos purificados em meio aquilo que parece estar nos destruindo. O sofrimento é parte integrante da missão.


“ Vendo o Senhor que ele se aproximou para ver, chamou-o do meio da sarça: ‘Moisés, Moisés!’” (Ex 3, 3-4)


Por que será que o Senhor se dirige a Moisés chamando ele duas vezes pelo nome?


As mães devem saber o porquê disso. O filho quando muitas vezes está fazendo ou bagunça; ou alguma atividade indevida, ou alguma peripécia; a mãe se dirige ao filho simplesmente chamando pelo nome. O filho sabe que está sendo corrido. Ele sabe que o que está fazendo está errado, sem a mãe falar nada, simplesmente chamando pelo nome.


É assim que Deus se dirige a Moisés: “Moisés, Moisés!”. Significa: “Eu sei o que tem dentro de você. Eu conheço o teu coração. Eu conheço os teus sentimentos. Eu sei tudo que se passa dentro de você.”. O Senhor não diz só a Moisés, mas diz para nós: “Dennys, Dennys! Maria, Maria! Eu os conheço! Vocês não são estranhos para mim! Eu sei dos seus sentimentos. Eu sei quem vocês são!”.


“ ‘Eis-me aqui!’ respondeu ele. E Deus: “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa.” (Ex 3,4b-5)


Talvez hoje, aquilo que mais precisamos fazer seja tirar as sandálias de nossos pés na obra de Deus e diante do Senhor.


O que significa tirar as sandálias dos pés?


Significa abandonar os nossos projetos, a nossa vaidade, os nossos desejos, pensamentos e falsa humildade. Abandonar tudo aquilo que temos que só é uma estampa, casca ou máscara em nossas vidas.


Quando Deus fala para Moisés: “Tira as sandálias dos teus pés...”; quer dizer: “Afasta de ti teus pensamentos e projetos pessoais porque não são os meus. Afasta de ti teus sentimentos porque não correspondem ao do meu coração”.

Devemos afastar de nós tudo aquilo que não é e não vem de Deus. Tudo aquilo que atrapalha, obstrui e que forma uma barreira para a obra do Senhor; mas que muitas vezes colocamos como se fosse um projeto divino. Peçamos sempre ao Senhor que nos revele seus projetos e que também nos dê a força e a graça para realizá-los.
Para se ter um encontro pessoal com o Senhor é preciso tirar as sandálias dos pés. Abandonar as máscaras e as estampas. E Deus diz que nos conhece simplesmente nos chamando pelo nome.


“ ‘Eu sou, ajuntou ele, o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. Moisés escondeu o rosto, e não ousava olhar para Deus.” (Ex 3, 6)


Depois que Deus fala: “Moisés, Moisés! Eu te conheço. Tira as sandálias dos pés.”.
Deus se apresenta a ele dizendo: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó” Isto é, o Senhor se deixa conhecer por Moisés. Ele, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó; se deixa ser encontrado e experimentado por Moisés novamente.


Cada um de nós precisamos sempre e cada vez mais reencontrar, experimentar de novo a graça do Espírito Santo em nossas vidas; reanimando e renovando nossa vocação e missão.

Eu sou, e sempre estarei o que sou, não posso perder minha identidade, por isso deve procurar a sua razão maior.

Pense!

Em, 31/10/2009

Gilson Gomes

ACADEMIA CRIUMENSE DE FILOSFIA – ACF pode ajudar a pensar.

Vide o e-mail:

Oi Gilson querido! Adorei sua visita com a Vera adorei.Vou enviar as fotos ok?

As questões que conversamos naquela tarde e preciso mto de sua ajuda.Como não tenho seu e-mail estou enviando pelo do Jajá ,espero ter o seu agora ,naquele dia esqueci de tomar nota.Estou enviando em anexo o que já escrevi de uma parte da tese que comente estou fazendo um recorte para um artigo internacional. Gostaria que descrevesse o que comentou para mim que gostei mto de suas colocações só que daria para fazer o qto antes, preciso fechar logo.

1) Como 51 /66 da amostra são catolicos ,13/66 evangélicos ,1/66 budista e 1/66 mulcumano gostaria que falasse sobre Tomas de Aquino....

2) Como 6/66 mudaram para o genero do F _ M ficando por exemplo Andre - Andreia deixando a raiz do nome ou ficando a origem do nome recebido de bastismo escolhido pelos pais.....um pouco de história.

3)Identidade origem do Ser filosofia segundo Kant que achei interessante narrado naquela visão,

4) Não esquecer de colocar as referencias bibliograficas para mim

Desde já te agradeço, saudades espero em breve conversarmos e trocar figurinhas filosóficas.....como é bom ter um primo filósofo.Super bjs

Prima

Resposta ao texto:


Oi Gilson querido!

Realmente tenho um primo filósofo , PARABÈNS !!!! tens que escrever é um livro mto legal suas contribuíções vou aproveitá-las e mtuitoooooo. Super obrigada, com mto carinho dessa que a admira demais,bom dia!

Super bjs

prima Lene

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