Vender a Falsa Idéia como Conto do Vigário pode ser Normal, ou Questão de Filosofia?

Os fatos conduzem o homem a pensar na sua impotência diante dos fenômenos naturais, e acidentais, conduzindo-o ao ato de pensar e existir na terra – topos com desejos frustrados n no momento a presente, deixando de ser o paraíso da saudade, e nem da esperança, pois a esperança é o desejo de alcançar o bem objeto do amor, pois este homem abeterno – presente não tem como projeto a virtude, mas tão-só à destruição dos bens da natureza, e do afeto, necessário a convivência humana (in Mesters, Carlos, Paraíso Terrestre Saudade ou Esperança, editora Vozes).

Diz-se que a humanidade vive a pior crise de afeto na história, isto quero pensar noutra oportunidade, e verificar a confirmação da presente tese, pois aí poderemos s diagnosticar a causa..

O terremoto na China, furação em Miamar, com milhares de mortos e feridos, as queimadas da floresta tropical da Amazônia, esgoto a céu aberto nas periferias das cidades brasileiras, rodovias com enormes crateras e nenhuma sinalização, condutores de veículos imprudentes, deseducados, não há remédios para os pobres nos Postos de Saúde, sendo tratada a Profissão de Educar como se fossem os (OSRETIRANTES
José do Patrocínio, SEGUNDA PARTE - A Retirada, assim descrito:
I

Em outubro de 1877 a improbidade ostentava-se já na província com o desavergonhamento dos cães vadios e havia comissários do governo que podiam zombar da calamidade, que torturava a população, porque tinham-se locupletado bastante para atravessá-la.

Foi a certeza de tais abusos o que levou o presidente a escassear as remessas de gênero e provimentos de dinheiro para o interior, visto como a impossibilidade da fiscalização fazia com que eles quase nada aproveitassem aos desgraçados.

A conseqüência da medida foi incomensuravelmente desastrada. A fome deu alarma nas cidades, vilas e povoados, como nos mais humildes casais esparsos pelos tabuleiros e pelas charnecas do sertão, e o povo, rápido e ruidoso como a enxurrada, afluiu às estradas em demanda do litoral e da sede do governo.

Nessa corrente geral entraram os destroços da paróquia de B. V.

A retirada efetuou-se por um semicírculo em cuja curva tinha por extremidades as cidades de Fortaleza e de Aracati. Poucos, porém, foram aqueles que se dirigiram para a segunda cidade da província, porque as relações estreitas, mantidas entre ela e a paróquia, apontavam-na como um lugar onde os retirantes pouco melhoravam de sorte. Fortaleza foi o alvo geral.


O fato de retribuir miseravelmente ao educador, preparando-se r para construir uma nação de miseráveis, onde a qualidade se tornou um título, e não conhecimento operacional, que possa ser capaz de conduzir esse rico território à economia de crescimento, em percentuais razoáveis, capaz de justificar o desenvolvimento sustentável, tanto pela absorção do excedente da massa de trabalho, e criar hábitos de virtude, que sejam controladores do comportamento social.

A morte da matéria humana é inevitável, pois é única premissa certa é irrefutável. Não posso dizer como é a morte, mas sei da dor de perder um ser amado, querido, e próximo. A melhor prece que o criador nos pede para morrer em paz é a convicção de ter feito o bem, valorizado o sopro da vida, e acima de tudo a solidariedade com o infortúnio daqueles em estado de fragilidade, especialmente ter feito justiça, como virtude, e não relacionada apenas com justiça legal, expressa nas convenções feitas pelos legisladores.

Nesta hipótese não posso me referir sobre a virtude do amor, pois o amor, que no ocidente virou sentimento com a inversão da virtude, e apenas ato de sentir, como menciona Hegel, e não ato de opção e de razão, virtude por excelência Segundo João Evangelista, ao afirmar ser o amor o cumprimento de todos os mandamentos ou leis, devendo ser efetivado na virtude sabedoria prática, cuja premissa não é levada em conta, atualmente na nossa cultura, e relações interativas entre os seres, quando se tratar do direito e das obrigações dos idosos, portador de deficiência e necessidades especiais, mulheres em situação de risco, e negros onde o primado da razão não prospera, pois depende do bom humor do agente, e especialmente de predicados espúrios reprovados pelo processo civilizatório. Então, tendo consagrado princípios universais de convivência entre os homens de bem, morrer pode não ser tão ruim, quando não for possível o pensamento, idéia, ou opinião, conforme descrê Platão, na Apologia de Sócrates:

Depois disto a defesa de Sócrates vai concentrar-se nas acusações específicas do seu principal acusador, Metelo. Interroga Metelo sobre a acusação de que ele, Sócrates, é um demónio, um corruptor da juventude, um ateu que procura criar os seus própros deuses. Devido à amabilidade de Sócrates no interrogatório, Metelo tropeça nas próprias palavras. Torna-se evidente para os membros do tribunal que Metelo não tinha pensado bem nas acusações que fez nem nas suas possíveis ramificações. Quanto ao ateísmo, Metelo volta a confundir-se nas alegações, parecendo acusar Sócrates de ser ateu como de inventar novas divindades.

Chegando a este ponto, Sócrates analisa outra questão importante - deveria mudar o estilo de investigar e de ensinar para afastar a possibilidade de ser executado. Compara a situação com o seu comportamento honroso no campo de batalha quando serviu no exército. Para Sócrates, a morte é preferível à desgraça. Escolhe viver de acordo com a vontade dos deuses, para cumprir a sua missão de filósofo. A verdadeira desgraça seria desobedecer aos deuses para salvar a própria vida. Para Sócrates, esta via estreita conduz à sabedoria, à verdade e ao «maior aperfeiçoamento da alma».

Num resumo simples das suas intenções, Sócrates dirige-se directamente aos Atenienses: «[...] absolvei-me ou não, mas tende por certo que jamais farei outra coisa, ainda que houvesse de morrer mil vezes.» Menciona os outros discípulos que ensinou, os quais, se tivessem realmente sido corrompidos, se juntariam a Metelo e Ânito na acusação. Sócrates gaba-se de que entre os seus alunos se contam alguns dos seus melhores amigos e defensores fiéis. Apontando vários que se encontravam entre a assistência. Mais, recusa-se a exibir a família e a simpatia dela para fazer pender a opinião dos juízes a seu favor. A defesa é a verdade.

Depois da votação, Sócrates mostra-se surpreendido pelos votos a favor dele terem sido tantos. Segundo as leis atenienses, ele poderia propor uma pena alternativa, como uma multa pesada, o ostracismo ou outros métodos de pagar a sua dívida à sociedade. Sócrates rejeita as alternativas óbvias e pede que o tribunal lhe imponha uma sentença em que seja alimentado pelo estado, ele que dedicou toda a vida ao serviço público e à educação da juventude.


Digo isto, a fim de trazer a reflexão sobre o comportamento dos agentes públicos (pois prefiro não denominá-los de políticos, pois a política é uma ciência, arte de administrar bem a cidade, e atividade nobre, pois os agentes não o são com base nos seus atos, com certeza).

Afirma-se no Brasil que decisão judicial é para ser cumprida, e que a lei é para ser observada sem objeção.

As premissas descritas acima são verdadeiras, quando o sentenciado não for o Estado, mas, sim, a relé – suposto cidadão, recolhedor de impostos ao imperador quadrienal, que não tiver de traficado influência, ou empregado o parente, a musa mais querida, ou então feito o caixa 2 para financiar a sua campanha eleitoral.

Evidente, que às vezes se observa lampejos de alteração do aparelho de dominação, como no caso do Carro de Ezequiel, mencionado pelo Profeta, como a revolução de França, então, basear-se na lei de Talião, existente na lei de Moisés, rejeitada por Jesus nazareno, filho de Maria, onde dissera – Eis que os antigos diziam, olha por olhe dente por dente, mas digo que todo aquele que não praticar a virtude, isto é, o ódio, já infringira a Lei.


O Estado tem prazo em quádruplo, e o defensor da sociedade interfere para legitimar as atrocidades cometidas pos tais agentes, especialmente, quando se tratar da violação de princípios consagrados universalmente, pois aí parece ser a ofensa mais, grave, pois como justificar racionalmente Estado ter prazo maior, que o cidadão, pois todos não são iguais perante a Lei, e como a Lei é diferente para o Príncipe e para o mendigo?

O Estado não paga o que deve a quem dá a sua vida no serviço digno pelo povo, nem manda uma cartinha dizendo - Eu não lhe paguei o que lhe pertencia por justiça, mas senti muita a sua partida, meu caro amigo, e se quiser pode me perdoar, pois a coisa está preta, como disse Chico Buarque.

A escola por sua vez tem ensinado os jovens a entrarem no mercado de trabalho com a finalidade de obter ganho, o lucro, em muitos cursos saem como analfabetos funcionais, especializados no requinte da crueldade contra o semelhante, e de vilimpediar a memória do morto a mais de quatorze anos, cobrarem do consumidor o indevido, e usar a inteligência para dizer com arrogância este é o meu entendimento, pois se quiser – procure seus direitos, lamentavelmente como a idéia existe como princípio de conhecer e operar a ação, protagonistas de atos com este matiz se preparam com o dinheiro público das Universidades, a fim de qualificarem como senhores ou jovens déspotas.

Neste caso verifique o que diz São Tomás de Aquino, na sua Suma Teológica, Questão XV – As Idéias, ART. I – Se existem Idéias, nº 3, a seguir:

3 – Demais – A idéia é como o princípio de conhecer e de operar. Ora a ciência divina é princípio suficiente de conhecer e operar todas as coisas. Logo, não é necessário que tenha idéias.

Mas, em contrário, diz Agostinho: As idéias têm tanta importância que, sem as inteligir, ninguém poderá ser sábio.


Como se pode verificar a idéia será sempre uma ação do obreiro, não poderá existir a idéia sem a criação da engenharia, ou dos arquétipos sacramentados pelo homem na sua prática diária.

Em regra a idéia é veiculada seja de forma oral, ou escrita com a finalidade de criar a ilusão da verdade, mas o ato não deixa de ser uma forma de hipocrisia do protagonista, com o seu interlocutor, o que não deixa de ser falsidade, ato de enganar a população, ou os portadores da fé incondicional nas promessas dos nossos políticos, mas igualmente na vida particular (deixar débito previdenciário patronal, contratar parente, também, e não comprar medicamento para doentes terminais é mais grave).

No caso presente, ensina Agostinho diz ser a verdade o que é, sendo assim, no mesmo raciocínio descreve São Tomás de Aquino, Suma Teológica, Questão XVII – Da Falsidade, ART. I nº 2, quando diz:

2. Demais – Falso vem de falir (enganar). Ora, as coisas não enganam, como diz Agostinho, porque não manifestam senão a sua espécie. Logo nelas não há falsidade.

Então, fica evidente, pelo juízo suficiente que a enganação é uma vertente da mantença do estado corrupto nos leva a escolha erradas na vida, pois a falsidade não se afasta de cada ato, seja quando digo - eu te amo, seja quando recebemos a construção de uma obra pelo Poder Público, ou ainda na propaganda eleitoral, onde creio ser a mais enganosa de todas – sempre mentira pura, e não confundir com beleza pura, comum entre os agentes do poder, que usam o eufemismo, reiteradamente.

Por último, encerro sobre a idéia que nos vendem como boas, e que na verdade são falsas, com o conceito de falsidade de Voltaire, Dicionário Filosófico, págs. 216, 217, Editora Martin Claret Ltda., 2006, como se segue:

FALSIDADE DAS VIRTUDES HUMANAS
Quando o duque de La Rochefoucaud escreveu os seus pensamentos sobre o amor próprio, pondo a descoberto esse impulso do homem, um senhor Espírito, do Oratório, escreveu um livro capcioso intitulado: Da falsidade das virtudes humanas. Diz esse Espírito que a virtude não existe; mas, por graça termina cada capítulo reconsiderando a caridade cristã. Assim, segundo o senhor Espírito, nem Catão, nem Aristides, nem Marco Aurélio, nem Epicteto foram pessoas de bem; estas apenas podem ser encontradas entre os cristãos. Entre os cristãos, apenas os católicos são virtuosos ; entre os católicos seria ainda necessário excetuar os jesuítas, inimigos dos oratorianos; portanto a virtude não se acha senão entre os inimigos dos jesuítas. Esse senhor Espírito começa por dizer que a prudência não é uma virtude, e a razão é o ser freqüentemente enganada. É como se se dissesse que César não foi um grande capitão por ter sido derrotado em Dirráquio. Se o senhor Espírito fosse um filósofo, não teria examinado a prudência como uma virtude e sim como um talento, como uma qualidade útil, feliz: pois um celerado pode ser prudente e eu conheci gente dessa espécie. Que infâmia pretender que ninguém pode ter virtude senão nós e nossos amigos!
(30). Que é a virtude, meu amigo? É praticar o bem: pratiquemo-lo e será o suficiente. Então, nós te explicaremos o motivo. Como! Segundo teu modo de ver não existiria nenhuma diferença entre o presidente de Thou e Ravaillac, entre Cícero e esse Popílio ao qual ele salvou a vida e que lhe cortou a cabeça por dinheiro? E considerarás Epicteto e Porfírio libertinos por terem seguido os nossos dogmas? Tamanha insolência revolta. E não vou adiante para não perder as estribeiras.


Assim pelo método da dedução chego através do juízo peripatético, que a idéia falsa é propaganda enganosa, violação do direito difuso do ser, pois em nenhum momento serei obrigado a vê programa eleitoral na TV no horário depois do Jornal Nacional do Globo, e ter de investir no Filme o Último Tango em Paris, então, fazer palavras cruzadas com a finalidade de saber o autor da frase na natureza nada se perde, tudo se cria, e no Brasil tudo se copia, também observar o concurso da galeria do horror em ter de olhar os desfiles na madrugada por causa de uma insônia, e ainda ter de comprar frango cheio de água no supermercado, e assim defino que a vida de trouxa é uma grande violação do Código de Defesa do Consumidor – CDC, tudo parece ironia, mas, uma falsa idéia com cores de felicidade.

No caso de duvidar da seriedade do ato praticado diariamente, exerça o direito da dúvida como Tomé, e trate de enumerar a quantidade de idéia falsa, que fora transmitida como o adjetivo da qualidade, como se todas predicassem com o sujeito, e aí verá que teve de dormir com a sua inimiga, ou no caso da mulher com seu inimigo, pelo fato de ter perdido a confiança e a fé no ideal da justiça, do Direito, e da liberdade.

Na verdade, o que desejam é ficar com o seu trabalho (mais valia) e o seu dinheiro, e se puder com o seu objeto amado, não é?

Pensar é evitar dentro da virtude prudência a compra de gato por raposa, se bem que os gatos têm sua serventia, quando comem os ratos, mas existem mais ratos, que homens honestos, e o que fazer com a raposa, pois pelo sei ficaram no galinheiro com as galinhas, pois no dia seguinte as galinhas teriam desaparecidos, até parece o caso da apreensão de passarinhos, amigo, não se recorda?

O justo pratica o bem, e não pode ser falso, pois é eqüitativo na distribuição dos bens materiais, afetivos, culturais, e não aplica o conto do vigário sem pudor.

Pense!

A ACADEMIA CRICIUMESE DE FILOSOFIA – ACF pode ajudar a pensar.

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