Mamãe Eu não Quero Ser Prefeito, pode ser Questão de Filosofia?
O Divo Augusto, quem os deuses favorecem com mais largueza do que aos demais mortais, in (A Brevidade da Vida, Sêneca, pág. 29, Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal, nº 81, Editora Escala), cujo administrador da cidade de Roma era o Prefectus urbis, etmo pomposo, utilizado nas terras dos trópicos, que jamais falou Latim, ou mesmo conheceu o pensamento de Cícero, Catão, e Sêneca.
Certamente, pode ter sido ironia, mas pode coisa da caminhada de Cabral, ou das penas de Pero Vaz de Caminha
Na antiga Roma, prefeito era o título de muitos funcionários, tanto na República, quanto no Império. Havia o:
Prefeito da cidade (praefectus urbis)
Governador de Roma (prefeito do pretório)
Comandante das coortes pretorianas (prefeito da anona)- que cuidava do abastecimento de Roma,
Prefeito do Egito - Governador do país
Prefeito no comando de unidades - No Exército de Roma.
Na verdade a organização imperial de ontem, como a organização atual, nada pôde ser alterada nos hábitos e nos costumes, posterior ao pensamento de Santo Tomás de Aquino, Descartes, e Kant, ou com o advento do positivismo de Conte, apesar de o regime Municipalista na Colônia ter sido mais primoroso, tanto que uma cidade do Nordeste chegou a eleger Santo Antonio com o mesmo status de Edil, e o Erário pagava um subsídio ao Santo, depois com a vinda da Família Real em 1808, tendo elevado o Brasil Colônia a condição de Reino Unido, criado por necessidades econômicas os títulos de nobreza, pois a Corte se encontrava combalida financeiramente, acaba dando títulos de nobreza aos traficantes de negros da África, em troca de capitalização dos cofres da coroa, a fim de ofertar serviços à Corte também à forma Provincial enxertada dentro do Municipalismo, que com o advento da República de Deodoro e de Floriano, os imperadores quadrienais, fizeram copiar da República do Hemisfério Norte, nascida no auge do pensamento racionalista da Revolução Francesa, da secularização do Estado, da supremacia do poder nascido do povo, onde se tratou inicialmente de uma confederação, e depois evoluiria para a Federação, nos moldes presentes.
O Brasil é o lugar das contradições, pois se adota o pensamento positivista de Conte, como poderia ter adotado uma forma de Governo racionalista, nascida no fervor da Revolução Francesa, Pois são antagonismos funcionais grosseiros, pois neste caso, no Brasil nenhum princípio da razão é respeitado pelo agente público, sendo evidente a quebra de contrato, sendo no caso, a base do racionalismo respeito ao pacto social, ou a tradição, construída pelas gerações passadas, porém, aqui, não há passado, nossa memória só dura trinta dias, facilitando pelo desvio de comportamento, a existência de uma lei para cada gosto e senhor.
Escreveu Maquiavel que a falta de liberdade é um desses defeitos que lhe permite reinar, in (Maquiavel, O Príncipe, pag. 99, Editora Martin Claret, 2003), pois como se pode verificar na prática cotidiana, a liberdade não é concedida como meio, ao homem contribuinte e trabalhador, pois o agente político cria maquiagem na estrutura capaz de desviar o foco da ação, e por efeito a premissa teórica, capaz de alterar o modo de vida da população, sempre com a finalidade clara de alimentar as castas da classe privilegiada dentro do estrato da sociedade, que no momento controlarem o aparelho do Estado, cujo jogo tem as regras com o senhorio, e sempre as cartas são marcadas na ponta da folha, sendo a perpetuação do vício, e enobrecimento da miséria.
As campanhas eleitorais no Brasil são um poço de falácia, pois faz o rio, outro fará a ponte, um construirá um metrô de superfície com a finalidade de resolver o congestionamento do trânsito local, e outro promete construir um uma aerovia, a fim de transportar passageiros no tapete do gênio da lâmpada, promete ainda, acabar com todas as filas, e enfermidades dos doentes de cada doente, criar escolas com a presença de professores, comida, esporte, TV, internet, tudo on line, sem falar dos empregos para os pedintes de cada ruela da cidade, exames de alta complexidade e resolução, e medicamentos de última geração, aliás, eles prometem tudo, o céu eterno, mas entregam ao provo o inferno perene, nada como mentir tão escancaradamente, pois Maquiavel diz assim:
- Ninguém jamais afirmou tanta convicção – prometendo com tanto vigor cumpriu tão pouco o prometido. Contudo sempre se beneficiou com a mentira, pois conhecia bem esta arte, vide in obra citada (pág. 108)
Os Prefeitos - Divinos, prometem o que não devem, e não podem fazer para satisfazer o contribuinte, em regra criam o um testa de ferro, com poderes despóticos denominados pela população, ou pela imprensa de Primeiro Ministro, grupo, esquema, corriola, camarilha, menudo, e outros adjetivos falados nos corredores dos Palácios Municipais, a fim de demonstrar como funciona a maquina estatal Municipal, pois não se viu, e não se vê, pode ser que um dia se verá Prefeito que governe para o povo, e não para os seus amigos, ou os seus financiadores de campanha, afinal, tudo tem custo beneficio, quem paga, não tem obrigação com o vendedor, pois neste caso, só cabe obter o lucro, ou neste caso o retorno do investimento. Logo mentir é um investimento. O agente canalha tem necessidade de mentir para satisfazer o seu ego, e aumentar o poder pelo bem feito aos seus correligionários amigos.
O prefeito precisa realizar obras, grandes elefantes brancos, e não terminar as obras do Governo antecessor, ou então, mudar uma rua, mudar o nome, colocar o monumento do mineiro no chão, símbolo da cidade, e no lugar fazer um chafariz no local. As novidades administrativas de efeito lúdico, pois cada qual com os seus fetiches pessoais, pare, olhem, e depois conte às gerações futuras.
Existem outras façanhas de Prefeito, inoportuna, sarcástica, maledicente - de lesar servidor público, especialmente, doentes, portador de deficiência, não dá nenhuma segurança aos seus familiares, ainda criam uma verba irrisória denominada de vale da fome, retiram percentual de reajuste de inflação, não cumprem lei alguma, nem aquelas que eles sancionaram com uma caneta com pena de ouro vinte e quatro quilates, certamente, caneta fora o presente do seu mecenas.
O Prefeito, conhecido como o Divo Augusto tem prazer de mexer no que está feito, aliás, ele adora reinventar roda, pois se depender dele toda cidade fica igual à Babilônia, ou então uma Roam com seu Capitólio, inimitável como a Basílica de Pedro, tudo ele recria se puder, quiçá uma alquimia nos recursos públicos, no sentido de converter a cidadania do eleitor num enorme pesadelo pelo excesso de taxas e impostos, em razão da descrença nas instituições públicas, pela omissão e ausência da presença do Estado.
O governo dos Munícipes só pode ser aprazível aos amigos se observar o ensinamento de Montesquieu, na sua obra - O Espírito das Leis, págs. 620, 621, Ed. Universidade de Brasília, onde afirma o seguinte:
- O príncipe não mantém suas dádivas senão pelas guerras e rapinas. Assim, entre os germanos, havia vassalos e não feudos. Não havia feudos, porque os príncipes não tinham terras para dar, ou, antes, os feudos eram os cavalos, as armas, as refeições.
E segue:
Havia vassalos porque haviam homens fieis que estavam empenhados por sua palavra, que estavam engajados para a guerra,, que prestavam mais ou menos o mesmo serviço que fizeram depois para os feudos
O Divo Augusto estabelece relação de custo benefício, e cria ao seu redor um cordão enorme de puxa sacos, denominados de correligionários, cumprindo ao pé da letra a norma Franciscana, pois e dando, que se recebe, especialmente, premia o doutor déspota, a fim de processar morto, que sejam exaradas opiniões revogando o teorema de Pitágoras, especialmente, quando se tratar da equação de adicionar mais no patrimônio, sob o pretexto do controlador e fiscal da transparência no emprego do dinheiro público, vendendo sempre a imagem do bom moço, como se todos fizessem parte das legiões das trevas, e o Divino - belo como Apolo, no seu pedestal com augúrios das vestais e musas do Olímpio.
O Prefeito precisa respeitar a regra posta no jogo, não deve se aventurar a contrair despesa irracional, pois nas nações civilizadas tudo é feito por meta, pelo cumprimento de tarefas, pois que toca o piano, não carrega o piano, e quem carrega o piano não repara o piano, porque cada um deve fazer a sua parte dentro da função do Estado, pois nas nações onde os serviços funcionam a bem do contribuinte, em regra todas agem com turno continuado, sem intervalo, com o cumprimento de tarefas, mesmo pelo fato de os recursos públicos serem escassos, e a receita do intervalo para a refeição é pagamento indevido pelo contribuinte, porque dela não resulta produtividade, nem eficiência do gasto público, pois representa uma despesa substancial bruta para assistir quatro mil servidores, mais as atividades indiretas, estimadas em aproximadamente cento e cinqüenta mil reais. Logo esta despesa é saque ao direito do contribuinte, que não tem nada que vê com o funcionamento racional do Estado, mas fingimento dos que desconhecem o funcionamento da máquina pública.
Os Municípios nas últimas três décadas possuem um estoque de dívida, que se não houver austeridade, especialmente na criação dos cabides de empregos, serviços essenciais como a educação, saúde, e a conservação de ruas e avenidas, iluminação pública, distribuição de água potável ficará comprometida substanciamente, pelos erros do passado, a geração presente é quem paga a herança, pois nada se justifica se não for dentro do primado da razão, e da virtude, pois sem a prudência, e justiça, não se governa com sabedoria, pois o mesmo Maquiavel, in obra citada, pag. 110, refere-se desta forma:
- Quando os súditos têm seu patrimônio e honra respeitados, vivem geralmente satisfeitos; será preciso apenas que o príncipe lute contra a ambição de alguns poucos,, que poderão ser controlados facilmente de muitas formas. Por outro lado, o soberano terá péssima consideração for tido como volúvel, frívolo, efeminado,, tímido e irresoluto. Será necessário que se proteja disso como de um grande inconveniente, e que suas ações testemunhem a grandeza, força de ânimo, gravidade e fortaleza.
O Prefeito deve saber a verdade enunciada por Rousseau ao alertar o soberano:
- Ora, a verdade não leva a fortuna, e o povo não dá embaixadas, cátedras, ou pensões, vide in (Jean-Jaques Rousseau, Do Contrato Social, pag. 46 Os Pensadores, Editor Victor Civita, 1978).
Por último, o Prefeito deve ter o olhar do Estadista, e não se deixar influenciar pelo canto da sereia, ou ainda deixar o poder no umbigo, não deve transferir as atribuições de governar, pois Santo Tomás de Aquino ensina que a eleição é uma escolha de conselho, e quando a escolha é pelo voto soberano da urna o Prefeito deve receber pessoalmente o contribuinte, e não se esconder, e mandar o seu Primeiro Ministro no seu lugar, a fim de mentir ao povo, não se deve transferir o múnus sacerdotal, tão pouco a magistratura outorgada pelo povo, pois pode ser por esta razão, que as agremiações Partidárias são feitas de donos, e hoje com a fidelidade, essencial a lealdade entre os eleitos obter-se-á mais prudência, combinada com a justiça. As frituras nascem pela ausência de comando, prefeito que equaciona com justiça os reclamos da população, sem deixar mácula ou dívida, certamente agregará respeito para sempre.
O Prefeito deve ser justo, não permitir a perseguição aos contrários, ou só favorecer os possuem olhos verdes, de algumas famílias, em detrimento do servidor de carreira, ou do contribuinte pobre, pois este homem deve ser nobre, e não permitir que processe morto, ou mandar pessoas com deficiência para buscar o direito nas barras dos tribunais, e ainda, deixa honrar compromissos previstos na lei.
È necessário, com urgência, não construir projetos de ilusão, ou de aventuras na administração pública, mas de seriedade, não se deve socializar a miséria entre muitos, mas se deve dá médico, escola para todos. Remunerar dignamente é uma obrigação do empregador, pois em 13 de Maio de 1888, aboliu-se a escravidão negra no Brasil, e espero não se criem a escravidão de brancos e negros pobres. È o Haiti não é aqui, como disse Caetano Veloso.
Bom, peça algo ao Prefeito, e ele lhe dirá:
- Não tem dinheiro, a LRF não permite. Será?
Por isto, mamãe, eu não quero ser prefeito, pode ser que eu seja eleito e alguém pode querer me assassinar, e assim deixo esta obra de Raul Seixas, como inspiração para o Prefeito:
COWBOY FORA DA LEI '
Mamãe, não quero ser prefeito,
pode ser que eu seja eleito
e alguém pode querer me assassinar,
eu não preciso ler jornais,
mentir sozinho eu sou capaz,
não quero ir de encontro ao azar.
Papai não quero provar nada,
eu já servi à pátria amada
e todo mundo cobra minha luz.
oh, coitado, foi tão cedo,
deus me livre, eu tenho medo,
morrer dependurado numa cruz.
Eu não sou besta pra tirar onda de herói,
sou vacinado, eu sou cowboy.
cowboy fora da lei,
durango kid só existe no gibi
e quem quiser que fique aqui.
Mamãe, não quero ser prefeito,
pode ser que eu seja eleito
e alguém pode querer me assassinar.
eu não preciso ler jornais,
mentir sozinho eu sou capaz,
não quero ir de encontro ao azar.
Papai não quero provar nada,
eu já servi à pátria amada
e todo mundo cobra minha luz.
oh, coitado, foi tão cedo,
deus me livre, eu tenho medo,
morrer dependurado numa cruz.
Eu não sou besta pra tirar onda de herói,
sou vacinado, eu sou cowboy.
cowboy fora da lei,
durango kid só existe no gibi
e quem quiser que fique aqui.
Eu não sou besta pra tirar onda de herói,
sou vacinado, eu sou cowboy.
cowboy fora da lei,
durango kid só existe no gibi
e quem quiser que fique aqui.
Raul Seixas
Verdade, ser Prefeito pode ser uma questão de Filosofia, não é?
Pense!
Gilson Gomes
A ACADMIA CRICIUMENSE DE FILOSOFIA – ACF, pode ajudar a pensar.
Certamente, pode ter sido ironia, mas pode coisa da caminhada de Cabral, ou das penas de Pero Vaz de Caminha
Na antiga Roma, prefeito era o título de muitos funcionários, tanto na República, quanto no Império. Havia o:
Prefeito da cidade (praefectus urbis)
Governador de Roma (prefeito do pretório)
Comandante das coortes pretorianas (prefeito da anona)- que cuidava do abastecimento de Roma,
Prefeito do Egito - Governador do país
Prefeito no comando de unidades - No Exército de Roma.
Na verdade a organização imperial de ontem, como a organização atual, nada pôde ser alterada nos hábitos e nos costumes, posterior ao pensamento de Santo Tomás de Aquino, Descartes, e Kant, ou com o advento do positivismo de Conte, apesar de o regime Municipalista na Colônia ter sido mais primoroso, tanto que uma cidade do Nordeste chegou a eleger Santo Antonio com o mesmo status de Edil, e o Erário pagava um subsídio ao Santo, depois com a vinda da Família Real em 1808, tendo elevado o Brasil Colônia a condição de Reino Unido, criado por necessidades econômicas os títulos de nobreza, pois a Corte se encontrava combalida financeiramente, acaba dando títulos de nobreza aos traficantes de negros da África, em troca de capitalização dos cofres da coroa, a fim de ofertar serviços à Corte também à forma Provincial enxertada dentro do Municipalismo, que com o advento da República de Deodoro e de Floriano, os imperadores quadrienais, fizeram copiar da República do Hemisfério Norte, nascida no auge do pensamento racionalista da Revolução Francesa, da secularização do Estado, da supremacia do poder nascido do povo, onde se tratou inicialmente de uma confederação, e depois evoluiria para a Federação, nos moldes presentes.
O Brasil é o lugar das contradições, pois se adota o pensamento positivista de Conte, como poderia ter adotado uma forma de Governo racionalista, nascida no fervor da Revolução Francesa, Pois são antagonismos funcionais grosseiros, pois neste caso, no Brasil nenhum princípio da razão é respeitado pelo agente público, sendo evidente a quebra de contrato, sendo no caso, a base do racionalismo respeito ao pacto social, ou a tradição, construída pelas gerações passadas, porém, aqui, não há passado, nossa memória só dura trinta dias, facilitando pelo desvio de comportamento, a existência de uma lei para cada gosto e senhor.
Escreveu Maquiavel que a falta de liberdade é um desses defeitos que lhe permite reinar, in (Maquiavel, O Príncipe, pag. 99, Editora Martin Claret, 2003), pois como se pode verificar na prática cotidiana, a liberdade não é concedida como meio, ao homem contribuinte e trabalhador, pois o agente político cria maquiagem na estrutura capaz de desviar o foco da ação, e por efeito a premissa teórica, capaz de alterar o modo de vida da população, sempre com a finalidade clara de alimentar as castas da classe privilegiada dentro do estrato da sociedade, que no momento controlarem o aparelho do Estado, cujo jogo tem as regras com o senhorio, e sempre as cartas são marcadas na ponta da folha, sendo a perpetuação do vício, e enobrecimento da miséria.
As campanhas eleitorais no Brasil são um poço de falácia, pois faz o rio, outro fará a ponte, um construirá um metrô de superfície com a finalidade de resolver o congestionamento do trânsito local, e outro promete construir um uma aerovia, a fim de transportar passageiros no tapete do gênio da lâmpada, promete ainda, acabar com todas as filas, e enfermidades dos doentes de cada doente, criar escolas com a presença de professores, comida, esporte, TV, internet, tudo on line, sem falar dos empregos para os pedintes de cada ruela da cidade, exames de alta complexidade e resolução, e medicamentos de última geração, aliás, eles prometem tudo, o céu eterno, mas entregam ao provo o inferno perene, nada como mentir tão escancaradamente, pois Maquiavel diz assim:
- Ninguém jamais afirmou tanta convicção – prometendo com tanto vigor cumpriu tão pouco o prometido. Contudo sempre se beneficiou com a mentira, pois conhecia bem esta arte, vide in obra citada (pág. 108)
Os Prefeitos - Divinos, prometem o que não devem, e não podem fazer para satisfazer o contribuinte, em regra criam o um testa de ferro, com poderes despóticos denominados pela população, ou pela imprensa de Primeiro Ministro, grupo, esquema, corriola, camarilha, menudo, e outros adjetivos falados nos corredores dos Palácios Municipais, a fim de demonstrar como funciona a maquina estatal Municipal, pois não se viu, e não se vê, pode ser que um dia se verá Prefeito que governe para o povo, e não para os seus amigos, ou os seus financiadores de campanha, afinal, tudo tem custo beneficio, quem paga, não tem obrigação com o vendedor, pois neste caso, só cabe obter o lucro, ou neste caso o retorno do investimento. Logo mentir é um investimento. O agente canalha tem necessidade de mentir para satisfazer o seu ego, e aumentar o poder pelo bem feito aos seus correligionários amigos.
O prefeito precisa realizar obras, grandes elefantes brancos, e não terminar as obras do Governo antecessor, ou então, mudar uma rua, mudar o nome, colocar o monumento do mineiro no chão, símbolo da cidade, e no lugar fazer um chafariz no local. As novidades administrativas de efeito lúdico, pois cada qual com os seus fetiches pessoais, pare, olhem, e depois conte às gerações futuras.
Existem outras façanhas de Prefeito, inoportuna, sarcástica, maledicente - de lesar servidor público, especialmente, doentes, portador de deficiência, não dá nenhuma segurança aos seus familiares, ainda criam uma verba irrisória denominada de vale da fome, retiram percentual de reajuste de inflação, não cumprem lei alguma, nem aquelas que eles sancionaram com uma caneta com pena de ouro vinte e quatro quilates, certamente, caneta fora o presente do seu mecenas.
O Prefeito, conhecido como o Divo Augusto tem prazer de mexer no que está feito, aliás, ele adora reinventar roda, pois se depender dele toda cidade fica igual à Babilônia, ou então uma Roam com seu Capitólio, inimitável como a Basílica de Pedro, tudo ele recria se puder, quiçá uma alquimia nos recursos públicos, no sentido de converter a cidadania do eleitor num enorme pesadelo pelo excesso de taxas e impostos, em razão da descrença nas instituições públicas, pela omissão e ausência da presença do Estado.
O governo dos Munícipes só pode ser aprazível aos amigos se observar o ensinamento de Montesquieu, na sua obra - O Espírito das Leis, págs. 620, 621, Ed. Universidade de Brasília, onde afirma o seguinte:
- O príncipe não mantém suas dádivas senão pelas guerras e rapinas. Assim, entre os germanos, havia vassalos e não feudos. Não havia feudos, porque os príncipes não tinham terras para dar, ou, antes, os feudos eram os cavalos, as armas, as refeições.
E segue:
Havia vassalos porque haviam homens fieis que estavam empenhados por sua palavra, que estavam engajados para a guerra,, que prestavam mais ou menos o mesmo serviço que fizeram depois para os feudos
O Divo Augusto estabelece relação de custo benefício, e cria ao seu redor um cordão enorme de puxa sacos, denominados de correligionários, cumprindo ao pé da letra a norma Franciscana, pois e dando, que se recebe, especialmente, premia o doutor déspota, a fim de processar morto, que sejam exaradas opiniões revogando o teorema de Pitágoras, especialmente, quando se tratar da equação de adicionar mais no patrimônio, sob o pretexto do controlador e fiscal da transparência no emprego do dinheiro público, vendendo sempre a imagem do bom moço, como se todos fizessem parte das legiões das trevas, e o Divino - belo como Apolo, no seu pedestal com augúrios das vestais e musas do Olímpio.
O Prefeito precisa respeitar a regra posta no jogo, não deve se aventurar a contrair despesa irracional, pois nas nações civilizadas tudo é feito por meta, pelo cumprimento de tarefas, pois que toca o piano, não carrega o piano, e quem carrega o piano não repara o piano, porque cada um deve fazer a sua parte dentro da função do Estado, pois nas nações onde os serviços funcionam a bem do contribuinte, em regra todas agem com turno continuado, sem intervalo, com o cumprimento de tarefas, mesmo pelo fato de os recursos públicos serem escassos, e a receita do intervalo para a refeição é pagamento indevido pelo contribuinte, porque dela não resulta produtividade, nem eficiência do gasto público, pois representa uma despesa substancial bruta para assistir quatro mil servidores, mais as atividades indiretas, estimadas em aproximadamente cento e cinqüenta mil reais. Logo esta despesa é saque ao direito do contribuinte, que não tem nada que vê com o funcionamento racional do Estado, mas fingimento dos que desconhecem o funcionamento da máquina pública.
Os Municípios nas últimas três décadas possuem um estoque de dívida, que se não houver austeridade, especialmente na criação dos cabides de empregos, serviços essenciais como a educação, saúde, e a conservação de ruas e avenidas, iluminação pública, distribuição de água potável ficará comprometida substanciamente, pelos erros do passado, a geração presente é quem paga a herança, pois nada se justifica se não for dentro do primado da razão, e da virtude, pois sem a prudência, e justiça, não se governa com sabedoria, pois o mesmo Maquiavel, in obra citada, pag. 110, refere-se desta forma:
- Quando os súditos têm seu patrimônio e honra respeitados, vivem geralmente satisfeitos; será preciso apenas que o príncipe lute contra a ambição de alguns poucos,, que poderão ser controlados facilmente de muitas formas. Por outro lado, o soberano terá péssima consideração for tido como volúvel, frívolo, efeminado,, tímido e irresoluto. Será necessário que se proteja disso como de um grande inconveniente, e que suas ações testemunhem a grandeza, força de ânimo, gravidade e fortaleza.
O Prefeito deve saber a verdade enunciada por Rousseau ao alertar o soberano:
- Ora, a verdade não leva a fortuna, e o povo não dá embaixadas, cátedras, ou pensões, vide in (Jean-Jaques Rousseau, Do Contrato Social, pag. 46 Os Pensadores, Editor Victor Civita, 1978).
Por último, o Prefeito deve ter o olhar do Estadista, e não se deixar influenciar pelo canto da sereia, ou ainda deixar o poder no umbigo, não deve transferir as atribuições de governar, pois Santo Tomás de Aquino ensina que a eleição é uma escolha de conselho, e quando a escolha é pelo voto soberano da urna o Prefeito deve receber pessoalmente o contribuinte, e não se esconder, e mandar o seu Primeiro Ministro no seu lugar, a fim de mentir ao povo, não se deve transferir o múnus sacerdotal, tão pouco a magistratura outorgada pelo povo, pois pode ser por esta razão, que as agremiações Partidárias são feitas de donos, e hoje com a fidelidade, essencial a lealdade entre os eleitos obter-se-á mais prudência, combinada com a justiça. As frituras nascem pela ausência de comando, prefeito que equaciona com justiça os reclamos da população, sem deixar mácula ou dívida, certamente agregará respeito para sempre.
O Prefeito deve ser justo, não permitir a perseguição aos contrários, ou só favorecer os possuem olhos verdes, de algumas famílias, em detrimento do servidor de carreira, ou do contribuinte pobre, pois este homem deve ser nobre, e não permitir que processe morto, ou mandar pessoas com deficiência para buscar o direito nas barras dos tribunais, e ainda, deixa honrar compromissos previstos na lei.
È necessário, com urgência, não construir projetos de ilusão, ou de aventuras na administração pública, mas de seriedade, não se deve socializar a miséria entre muitos, mas se deve dá médico, escola para todos. Remunerar dignamente é uma obrigação do empregador, pois em 13 de Maio de 1888, aboliu-se a escravidão negra no Brasil, e espero não se criem a escravidão de brancos e negros pobres. È o Haiti não é aqui, como disse Caetano Veloso.
Bom, peça algo ao Prefeito, e ele lhe dirá:
- Não tem dinheiro, a LRF não permite. Será?
Por isto, mamãe, eu não quero ser prefeito, pode ser que eu seja eleito e alguém pode querer me assassinar, e assim deixo esta obra de Raul Seixas, como inspiração para o Prefeito:
COWBOY FORA DA LEI '
Mamãe, não quero ser prefeito,
pode ser que eu seja eleito
e alguém pode querer me assassinar,
eu não preciso ler jornais,
mentir sozinho eu sou capaz,
não quero ir de encontro ao azar.
Papai não quero provar nada,
eu já servi à pátria amada
e todo mundo cobra minha luz.
oh, coitado, foi tão cedo,
deus me livre, eu tenho medo,
morrer dependurado numa cruz.
Eu não sou besta pra tirar onda de herói,
sou vacinado, eu sou cowboy.
cowboy fora da lei,
durango kid só existe no gibi
e quem quiser que fique aqui.
Mamãe, não quero ser prefeito,
pode ser que eu seja eleito
e alguém pode querer me assassinar.
eu não preciso ler jornais,
mentir sozinho eu sou capaz,
não quero ir de encontro ao azar.
Papai não quero provar nada,
eu já servi à pátria amada
e todo mundo cobra minha luz.
oh, coitado, foi tão cedo,
deus me livre, eu tenho medo,
morrer dependurado numa cruz.
Eu não sou besta pra tirar onda de herói,
sou vacinado, eu sou cowboy.
cowboy fora da lei,
durango kid só existe no gibi
e quem quiser que fique aqui.
Eu não sou besta pra tirar onda de herói,
sou vacinado, eu sou cowboy.
cowboy fora da lei,
durango kid só existe no gibi
e quem quiser que fique aqui.
Raul Seixas
Verdade, ser Prefeito pode ser uma questão de Filosofia, não é?
Pense!
Gilson Gomes
A ACADMIA CRICIUMENSE DE FILOSOFIA – ACF, pode ajudar a pensar.
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