O QUE DISSERA ARISTÓTELES SOBRE A TEOLOGIA?


Em 14/08/2019, - Ocorre, que nossa existência está posta em ciclos, e nos ciclos somos inseridos no plaenta terra para obter o conhecimento. Evidente, que no ciclo presente já recebemos o legado  das Civilizações ocorridas em processos civilizatórios a mais de 2450 anos. Sabe-se que na época que Aristóteles passa pelo Planeta, nascido em Estagira, na atual Macedônia, depois de ter educado Aledrande – O Grande, filho do Rei Felipe, como tmbém o criador da Biblioteca de Alexandria no Egito. Pois Alexandre, certamente, conhecia o Ensinamento de seu Mestre.
Aristóteles depois de ter educado Alexandre, transfere-se à Atenas, onde ingressa no Ginásio de Academo, famosa escola de Platão, onde Ele já havia cuidado da Biologia, Anatomia, como também, da Botânica, porque já havia cadastrado e catalogado Plantas Medicinais. O Pai de Aristóteles foi o médico do Rei Felipe, e também, um discipulo de Hipócrates. Certamente, Biologia, ele deve ter  obtido do Pai.
No caso da Teologia, Aristóteles, como se sabe que às comunidades e cidades Estados possuíam influência da Grécia, e a Grécia havia a forte cultura do conhecimento da Genealogia do Olimpo.  No entanto, o mais duelo entre os deuses foi discernir pela Teogonia  o conflito entre o  Caos e Zeus e o supremo deus, o que observa dentro   da Mitologia Grega, como se observa:
- A Cosmogonia (cosmos = universo; gonia = gênese, origem) relatou de forma imagética a origem do mundo, da natureza, dos seres inanimados como fundamento da realidade. Nesta passagem, Hesíodo falou de quatro deuses principais: Caos (a indiferenciação, o nada caótico que depois ganha forma, mas é a origem de tudo); Gaia ou Geia ou ainda Gé (a mãe terra, fecundadora); Tártaro (o mundo subterrâneo, que depois veio a ser chamado de inferno pelo mundo cristão) e Eros (o amor ou desejo). Esses quatro proporcionam a imagem que vai do nada, da matéria informe, passando pela constatação da sua formação com Gaia até a constatação do fenômeno do surgimento e desaparecimento dos seres.
Do Caos surgiram Érebo e Nix (noite) e desta última nasceu Éter e Hemera (dia). Da união entre Gaia e Tártaro surgiu Urano (o céu), Montes (as montanhas) e Pontos (o mar), encerrando a primeira fase da cosmologia.
A segunda parte tratou da soberania de Urano, que se uniu à sua mãe, Gaia, e geraram os Titãs (Oceano, Ceos, Crio, Hiperíon, Jápeto e Cronos), as Titânidas (Teia, Reia, Mnemósina, Febes e Tetis), os Ciclopes e os Hecatonquiros. Há outras relações das quais outros deuses e semideuses vão surgindo. No entanto, vamos nos concentrar no fim visado pela Teogonia.
A segunda parte do livro visava ao que propriamente chama-se Teogonia (theos = deuses). Um dos filhos de Urano, Cronos (o deus do tempo), castrou o pai e assumiu o poder. Do esperma que caiu no oceano surgiu uma espuma da qual se originou Afrodite. Cronos se casou com sua irmã, Reia, e deu origem à segunda geração divina (Héstia, Deméter, Hera, Hades, Posídon, Zeus). A imagem que se tem é a substituição da ordem e da paz (pelo céu) pelo efêmero, passageiro, transitório (o tempo), em que os seres surgiam e desapareciam sem nada permanecer. Isso porque, ao gerar, Cronos engolia os seus filhos. Mas por um acaso, Zeus, o caçula, foi escondido e Cronos engoliu uma pedra acreditando ser seu filho. Zeus cresceu e destronou também a seu pai, Cronos, e o fez regurgitar seus irmãos que o elegeram o novo deus-rei. Zeus assumiu o poder depois de longas batalhas, originando uma nova fase.
No entanto, muito dos nossos ensinamentos, vieram do Platonismo, sendo a base do Cristianismo dos séculos inciais da Patrísticas, especialmente, Plotino e Amônio Sacas, e outros, e culmina com Santo Agostinho, sendo o último Pensador da Patrística. Aristóteles, já existia em Gebraico,  não se estabelece a época, então, como é anterior à época de Jesus, pela dedução e pela utilização do Ser por Jesus na sua pregação, como: Eu sou... Também, a utilização da Lógica (organom) de Aristóteles, exatamente,  quando Jesus fica no templo entre os doutores, a Mãe preocupada diz: Meu filho não vês que teu pai e eu estamos aflitos a te procurar. Este exemplo da Mãe é lógico, porque Jesus, ainda criança, e a entrar na adolescência, e permanece por três dias perdido, é razoável, justo e correto, que  sua mãe  estivesse com temor e medo, em razão do risco,  Logo a preocupação é extremamente  educativa, e bom exemplo às Mães. Certamente, possuía conhecimento de Filosofia Grega, pelo fato de ter estudado na escola do Templo. Nada melhor, que usar o aprendizado da escola.
Aristóteles, já era conhecido dos Árabes, pois foram eles, que trouxeram Aristóteles à Roma, mais precisamente, na atual Espanha, por volta de 800 até 1100, que Tomás de Aquino, recebeu de Avicena e  Averróis, a obra de Aristóteles, que depois  foi traduzido ao Latim, por tradutor de confiança de Santo Tomás, e por Ele veio até nós A Suma Teológica, a obra com base em Aristóteles. Por isso, que nos dizem que somos Tomistas e Aristotélicos.
Logo em razão do que existia na época, compreende-se os motivos que levaram Aristóteles tratar da Metafísica e da Teologia, já que depois que Platão morreu, Ele abriu o seu Liceu, eis  por que,  ainda,  está vivo até nossos dias ??? Escrever se pode, mas é necessário conhecer, e possuir o domínio da pretensão, e evitar, jogar  palavras ao vento, porque para falar ao coração é necessário o bem e a boa ação.
Logo, no texto abaixo Aristóteles cuida da alma, porque a alma é  o notável corpo astral, pois é  ela que faz a mente, que deve estar saudável.
Logo a alma (psique)  é a senhora da fraternidade.
Eis de onde deriva a fonte: OBRAS COMPLETAS DE ARISTÓTELES-  COORDENAÇÃO DE ANTÓNIO PEDRO MESQUITA, VOLUME XIII, TOMO II, como se observa: Projecto promovido e coordenado pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa em colaboração com o Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa, o Instituto David Lopes de Estudos Árabes e Islâmicos e os Centros de Linguagem, Interpretação e Filosofia e de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra:
A TEOLOGIA DE ARISTÓTELES.
Tradução do árabe, introdução e notas de CATARINA BELO, p. 30,31, 32, 33, 34, conforme segue:
“Segundo capítulo
De regresso ao mundo inteligível, a alma apenas se ocupa
das realidades inteligíveis, sem precisar de agir nem falar. Não
recorda nada deste mundo, como seja, o que proferiu ou filosofou. Não recorda o passado. Em vez disso, contempla e recorda o mundo superior. Retém o conhecimento que obteve
nesse mundo sublime sem ter de o recordar. Apenas tem de recordar a ciência obtida neste mundo por ser mutável e ter um objecto mutável. Este conhecimento não existe no mundo superior. Por seu lado, tudo é estável no mundo superior. Nem a alma nem as coisas que se encontram nesse mundo superior foram geradas no tempo. A alma não precisa de recordar essas realidades no mundo superior e pensa nelas também neste mundo. Os objectos no mundo superior não são conhecidos em 31 termos de géneros, formas, universais e particulares. Ali todas as coisas estão no intelecto em acto. Também a alma conhece o
objecto desse modo no mundo superior, tendo um conhecimento simples, sem tempo w pois é a causa do tempo w que corresponde à sua simplicidade, mesmo que o seu objecto seja composto. Quando divide ou explica algo, a alma fá-lo no intelecto e não na imaginação. Fá-lo como o intelecto, sem tempo, abrangendo simultaneamente todos os aspectos do intelecto. Este processo assemelha-se ao da vista quando vê uma árvore. A faculdade da alma é una e simples, mas multiplica- -se noutro que ela, o que é provado pelo seu acto, simples. Os
actos apenas se multiplicam nos seus objectos, corporais.
O intelecto permanece estável no seu ser, no seu acto e no seu estado. O intelecto imagina através de uma forma do conhecido, tornando-se, como ele, em acto. O intelecto intelige sempre, abrangendo todas as coisas, na medida em que se contempla a si mesmo. Está sempre em acto por lançar o olhar sobre si mesmo, não sobre outras coisas, e nunca se altera.
Quando está no mundo inteligível, olha apenas para si mesmo, quando está no mundo que não o seu, olha também para outras coisas, por intermédio da alma, e devido ao corpo.
A alma lança o olhar sobre todas as coisas quando as deseja conhecer, através de um movimento inclinado, obtido a partir do intelecto. Se não se movesse, como o intelecto, seria o mesmo que ele. Da mesma forma, se o sujeito é imóvel o predicado move-se, de outro modo seriam o mesmo. Quando está no mundo inferior, o movimento da alma tende para a obliquidade, quando está no mundo inteligível, tende para a verticalidade.
O intelecto move-se em relação a si mesmo, quando pretende conhecer a sua causa. Na realidade, o intelecto move-se de uma maneira que se assemelha ao repouso, logo, mesmo quando se dirige às coisas, não se altera.
No mundo inteligível, a alma não se liga ao corpo mas ao intelecto, como se fossem duas espécies, e não muda. Ao abandonar este mundo torna-se mais pura, e conhece-se a si mesma. Mas ao separar-se do intelecto apercebe-se deste mundo, lança o olhar sobre as coisas que existem abaixo do intelecto e adquire memória. Se recorda o que está ali não desce, mas se recorda este mundo inferior desce daquele mundo ilustre, ou para as esferas celestes ou para este mundo, imitando aquilo que recorda. A recordação ou é intelecção ou imaginação. Esta 32 está no estado das coisas que vê, mas possui-as de forma secundária, logo não as imita de modo perfeito, sendo intermédia entre o intelecto e a sensação.
No mundo superior a alma deseja o bem puro e obtém-no por meio do intelecto. O bem absoluto chega a ela, por não ser circunscrito, se ela o desejar. A alma apenas possui memória se deseja este mundo, pois imaginar é memória. Antes de entrar neste mundo, a alma imagina-o de forma intelectual, numa ignorância que está acima do conhecimento. A alma só desce para este mundo quando se recorda dele.
Também o intelecto ignora o que está acima de si, numa ignorância superior à sabedoria. Se conhecesse o que está acima de si, ser-lhe-ia superior, e seria causa da sua causa. O intelecto ignora o que está abaixo de si, mas conhece-o enquanto é sua causa, e porque essas coisas estão nele. Conhece-as melhor do que elas mesmas.
Ao avançar para o mundo superior, a alma rejeita tudo o que adquiriu neste mundo, especialmente se a ciência era inferior, de outro modo usaria a imaginação e seria ela mesma inferior.
Segue-se a análise da natureza da alma. Esta é divisível por acidente, se está num corpo, que é divisível. É preciso distinguir na alma a parte racional da parte animal, e a parte apetitiva da parte irascível, faculdades essas que têm as respectivas partes. O corpo necessita da alma para se tornar vivo.
A faculdade da alma sensível deve espalhar-se por todos os membros do corpo, para que se tornem sensíveis.
A alma apenas se divide nos sentidos, por exemplo, o tacto,
porque estes são corporais e a alma está no corpo, mas neste menos do que nos outros sentidos. Existem também as faculdades apetitiva, do crescimento e irascível, também menos divisíveis.
As  faculdades vegetativas, e a do crescimento e a apetitiva são menos corporais do que a dos sentidos, não agindo através dos órgãos do corpo. Cada uma destas faculdades permanece individual, não se misturando com as outras. A faculdade da alma existe de duas maneiras: uma divide-se com a divisão do corpo, como os sentidos, e a outra não, como a faculdade do crescimento e a faculdade apetitiva. As faculdades divisíveis com a divisão do corpo são reunidas por outra faculdade superior, que não se divide, e de uma espiritualidade intensa.
Nela terminam os sentidos, conhecendo as coisas que estes lhe
transmitem, sem receber directamente os objectos sensíveis.
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Cada faculdade da alma se encontra numa parte definida
do corpo, de forma a manifestar o seu acto, preparando essa
parte do corpo para receber o respectivo acto. As faculdades a alma diferem de acordo com as diferentes formas dos membros, mas em si são uma só faculdade. Todas são atribuídas à alma.
Não sendo a alma um corpo, não está num local, mas as suas faculdades estão no corpo, na medida em que manifestam o seu acto a partir de algum dos membros do corpo, mas as faculdades não são como corpos num local. Ao contrário do que sucede com o corpo, toda a alma está numa parte de si mesma. A alma circunscreve o local, mas o local não a circunscreve, do mesmo modo que o efeito não circunscreve a causa, mas a causa circunscreve o efeito. O corpo não é como um receptáculo para a alma. Nem o local nem a alma são corpo.
O local é a superfície exterior do corpo. A alma é a causa do movimento do corpo.
A alma também não está no corpo como um predicado, porque um predicado é uma das afecções do sujeito, que o abandonam quando perece. Mas a alma sobrevive ao corpo.
Também não é uma parte do corpo.
A alma não está no corpo como um líquido num recipiente, nem no corpo como parte do todo, ou como um todo nas partes do corpo.
A alma também não é como uma forma na matéria, pois não se corrompe com a corrupção do corpo. A matéria existe antes da forma, mas o corpo não existe antes da alma. É esta que fornece a forma e o corpo à matéria.
A causa está no efeito como o agente que deixa a afecção, logo a alma não é como forma na matéria do corpo.”
Conclusão: Como se vê não há acaso na existência, nem o acaso, mas o que existe é o conhecimento que devemos buscar, só para não sentar no sofá da ignorância.
O Hades está aí, é o ínfero, abaixo de todos os bens, e lá o Caos controle à orgia, então, iremos saber qual a vantagem do Heros se apaixonar pela Psique.
A formidável lição que devemos conhecer é a lei do universo, a maior com certeza, a do amor e da sabedoria.
A unidade só é possível pela fraternidade, aquele que não fizer a lição, certamente,  estará  em débito, e não terá a reserva para  trocar na hora de prestar suas contas.
Reflita, é ato do sensato.






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