A APLICAÇÃO DA PARÁBOLA DO SEMEADOR NA VIDA
- A mais nobre lição do caminho é ter plantado os
bens, e adquirido o conhecimento, e exercitado a verdade, a bondade e a necessidade, e amado
com sabedoria às boas obras, também, abolir a violência, o cinismo e a hipocrisia.
Numa quarta-feira, 24/07/2019, hoje é o dia em que se medida e
reflete sobre - A Parábola do Semeador -,
especialmente, o texto de Mateus 13:18-23. A Parábola do Semeador nos leva à
reflexão de que, não basta possuir o
desejo de colher em terras de terceiro, aquilo que não está em terras de cada
qual, porque aquele que não plantar, igualmente, não poderá colher,
simplesmente, pelo fato de não ter nascido as plantas em terras legitimas de
seus domínios . Logo devemos compreender
a lição do Apóstolo Paul, quando ensina:
“O que está sendo instruído na palavra
partilhe todas as coisas boas com quem o instrui.
Não se deixem enganar: de Deus não se
zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.
Quem semeia para a sua carne, da carne
colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida
eterna.”
(Gálatas 6:6-8)
A questão é de escolha e prática, e para
obter o conhecimento é necessário enxergar à Parábola do Semeador como
universal, difuso, e uma bela aula de Filosofia.
Eis
a bela reflexão, a seguir:
A Parábola do Semeador é uma das parábolas
de Jesus registradas nos Evangelhos Sinóticos (Mateus 13:3-9; Marcos 4:2-9;
Lucas 8:5-8). O significado da Parábola do Semeador fala sobre como o Evangelho
é recebido em diferentes aspectos. Essa é uma parábola que o próprio Senhor
Jesus explicou claramente seu significado (Mateus 13:18-23; Marcos 4:13-20;
Lucas 8:11-15).
Na Parábola do Semeador Jesus falou sobre
um homem que saiu a semear. Enquanto o homem semeava, uma parte das sementes
caiu ao pé do caminho. Então vieram as aves e comeram as sementes que caíram.
Outra parte das sementes caiu em meio às
pedras, onde não havia terra suficiente. Essas sementes logo germinaram, mas
foram queimadas rapidamente pelo sol, porque não tinham raízes.
Outra parte das sementes acabou caindo
entre espinhos. Os espinhos cresceram e acabaram sufocando as sementes que
tinham caído ali. Finalmente outra parte das sementes caiu em boa terra. Essas
sementes germinaram, cresceram e deram fruto: um, a cem; outro, a sessenta; e
outro, a trinta. Jesus termina a Parábola do Semeador com a conhecida
exortação: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mateus 13-3-9).
Contexto da Parábola do Semeador:
Jesus contou a Parábola do Semeador quando
discursou para uma grande multidão à beira-mar. Ele entrou num barco e a
multidão ficou em pé na praia escutando suas palavras. Naquele dia Jesus
ensinou muitas coisas acerca do reino dos céus através de parábolas.
Na narrativa da Parábola do Semeador é
possível perceber claramente a forma com que Jesus aplicou elementos do
cotidiano das pessoas que ouviam suas palavras. A figura do semeador que saiu a
semear realmente era muito familiar.
O semeador semeava as sementes com a
própria mão, e inevitavelmente algumas sementes acabavam caindo pelos pequenos
caminhos que cortavam os campos. Essas trilhas não eram alcançadas pelo arado e
os agricultores utilizavam-nas para percorrerem a plantação. O solo desses
caminhos era duro e as sementes não penetravam nele. Por isso facilmente
serviam de alimento para os pássaros.
Jesus também diz que algumas sementes
caíram no meio das pedras. Essa era uma característica típica da Palestina.
Havia muito solo rochoso que acabava ficando muito próximo do terreno de
cultivo. As sementes que caíam nessa parte do solo logo brotavam por causa da
fina camada de terra. Mas pela falta de raízes, acabavam definhando no sol.
Por vezes algumas raízes de espinhos
também tomavam parte do terreno de uma plantação. Essas ervas daninhas acabavam
sufocando parte das sementes. As sementes que caíam em solo fértil germinavam e
produziam bons resultados.
Explicação e significado da Parábola do
Semeador:
O próprio Senhor Jesus explicou o
significado da Parábola do Semeador. Apesar de Ele ter contado a parábola à
multidão, Ele explicou seu significado apenas aos seus discípulos. Jesus
explicou que quando alguém ouve a mensagem do reino, mas não entende, o maligno
vem e arrebata o que foi semeado em seu coração, tal como as aves comem as
sementes que caem pelo caminho.
Já o solo rochoso no qual algumas sementes
caíram, representa aquela pessoa que, ao ouvir a mensagem, rapidamente e
impulsivamente a recebe com alegria. Mas pela falta de raiz isso dura pouco
tempo. Logo que surge a aflição ou a perseguição por causa da mensagem, essa
pessoa se ofende e a abandona.
Há também aquela pessoa que ouve a
mensagem, mas as preocupações deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a
mensagem, tornando-a infrutífera. Esse é aquele que foi semeado entre os
espinhos.
Contudo, o exemplo da semente que foi
semeada em bom solo representa aquele que houve e atende a mensagem. Esse dá
fruto, produzindo, em um caso, a cem, noutro, a sessenta, e noutro, a trinta.
Aqui já há uma clara indicação do
significado de três elementos dessa parábola. Primeiro, a semente da Parábola
do Semeador é uma representação da Palavra de Deus. Segundo, o semeador é uma
figura do próprio Cristo e, consequentemente, de todo aquele que se ocupa do
serviço de proclamar o Evangelho. Terceiro, o solo citado na Parábola do
Semeador, cada qual com sua particularidade, é uma indicação do coração humano.
1) Receber Estudos da Bíblia;
2) Lições da Parábola do Semeador.
A Parábola do Semeador traz lições muito
importantes derivadas de seu significado principal. Aqui destacamos três delas.
Em primeiro lugar, a Parábola do Semeador ensina que a semente do Evangelho
alcança diferentes solos e apresenta resultados distintos em cada um deles. A
maioria das pessoas, por diversos motivos, não recebe as boas novas para a
salvação.
Algumas pessoas possuem um coração
insensível que não responde positivamente ao convite do Evangelho. Essas
pessoas nem mesmo refletem na mensagem anunciada. Outras possuem um coração
impulsivo que no calor da emoção acaba recebendo superficialmente a mensagem.
Uma vez que a emoção passa, essas pessoas voltam à sua antiga vida de pecado.
Outras pessoas possuem um coração muito
ocupado com as coisas desta vida. Ludibriadas com desejos terrenos e ilusões de
riquezas, essas pessoas desprezam o verdadeiro tesouro que poderiam encontrar.
Mas finalmente há aquelas pessoas que possuem um coração bem preparado, um
coração que responde positivamente à Palavra de Deus.
Consequentemente, em segundo lugar, é
inegável que essa parábola destaca, entre outras coisas, a responsabilidade
humana. A responsabilidade pelo resultado da germinação da semente é colocada
na condição do solo. W. M. Taylor diz que o caráter do ouvinte determina o
efeito da Palavra sobre ele.
Na Bíblia Sagrada a soberania de Deus
jamais é vista como um problema à responsabilidade humana. Na verdade a
Parábola do Semeador trata essa questão com muita naturalidade. Enquanto a responsabilidade
humana é enfatizada na forma com que cada pessoa responde à mensagem do
Evangelho, a soberania de Deus é enfatizada na verdade de que o bom solo que
recebe apropriadamente a semente é aquele que, primeiro, foi preparado.
O coração que recebe eficazmente a semente
do Evangelho não é comparado ao solo duro dos caminhos que cortavam os campos;
não é comparado ao solo rochoso; também não é comparado ao solo infestado de
raízes espinhosas. O coração cujo Evangelho cria raízes é comparado ao bom solo.
Obviamente o bom solo de uma plantação é aquele devidamente arado e tratado
para receber a semente.
Nesse ponto é possível dizer que a
Parábola do Semeador aponta para a obra do Espírito Santo. Ele é quem prepara e
regenera o coração do homem, tornando-o boa terra para a semente do Evangelho.
Ele é quem aplica a obra redentora de Cristo no pecador.
Em terceiro lugar, a Parábola do Semeador
mostra que a frutificação é uma marca do verdadeiro cristão. Todo genuíno
discípulo de Jesus Cristo necessariamente irá frutificar para a glória de Deus.
O próprio Jesus fala claramente disso na alegoria da Videira e os Ramos (João
15). Todavia, o grau de frutificação não é igual para todos. Uns produzem cem
por cento; outros sessenta; e outros trinta.
Reflita, é bom aprender a debulhar o trigo...
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